domingo, 6 de março de 2011

Teatro no Rio de Janeiro: meia dúzia de considerações sobre cinco peças (e sobre outras coisinhas mais)



Semana passada, obrigações acadêmicas levaram uma amiga e eu ao Rio de Janeiro. Nas noites depois do trabalho aproveitamos para fazer algo que não podemos fazer com frequência aqui na província: ir ao teatro. Eu fiquei responsável pela compra de ingressos e escolha dos espetáculos - a Ana se manifestará sobre isso no comentário ao post - o que me deu aquela costumeira sensação de insegurança que me pega sempre que levo alguém para ver algo de que gosto ou sobre o que ouvi coisas boas a respeito. De qualquer modo, o resultado acabou sendo positivo: este foi, julgo, o melhor conjunto de peças que vi numa viagem à cidade.

O leitor que chegou ao fim do primeiro parágrafo deve ter relido o nome do blog e estar se perguntando sobre o caminho inusitado que toma o post. Cadê o cinema? É, eles não aparecerá. Ou talvez apareça de passagem ao longo das linhas: porque - outro problema -, este texto está nascendo sem direção definida, ao contrário do último que escrevi sobre a cidade, em que as palavras foram brotando das ruas na medida em que eu as percorria. Aliás, aqueles que estão me lendo precisam saber que a culpa do surgimento disso aqui é de três amigos, dois blogueiros - a Maurette e o Edison - e da Ana, minha companheira de visitação dos arquivos empoeirados. O rumo do texto também foi mais ou menos definido por eles: Eu precisava falar de nossas aventuras cariocas: das saídas do teatro em plena madrugada; dos jantares regados a fast-food e a muito bom papo; da vista de peças de gêneros tão diferentes; do comportamento das plateias; dos enredos dos espetáculos; daquela turbulência infinita que enfrentamos no voo de volta à Campinas. Tantos assuntos a convergirem de modo apenas incidental só podem dar origem a uma colcha de retalhos. Tentemos, então, costurá-la de modo que as emendas apareçam o mínimo possível.


Vamos começar pelo começo. Quando vi que teria de voltar ao Rio, soube que precisaria rever "Fascinante Gershwin". Adoro o que esses jovens fizeram com as músicas dos Gershwin: as interpretações, os arranjos (e a extrema eficácia com que conseguiram distribuir entre apenas três instrumentos as partituras compostas para jazz-bands), a graça em reconhecer neles ecos de meus filmes e personagens favoritos. Aliás, dei uma notícia algo detida sobre a peça pouco depois de voltar do Rio em agosto passado. Prefiro convidar o leitor a passear pelo post antigo a dar uma notícia muito maior dela aqui, pois tenho dificuldade imensa de encontrar o tom certo para falar sobre as coisas de que gosto muito. É por isso que reluto em falar sobre o Judy Garland Show, série que revejo todas as noites faz meses. Por isso também que não há meio de sair o texto sobre "Singin' in the rain", que ensaio escrever desde que comecei o blog. Paciência. Eu que quero viver da produção crítica estou cada vez mais dando razão para o Drummond da "Procura da poesia", que tomava cada verso como uma coisa animada, que precisava do tempo certo para brotar "com seu poder de palavra/ e seu poder de silêncio.".



Fomos na peça de Elisa Lucinda - "Parem de falar mal da rotina" - convidadas pelo Edison (amigo recente e querido, um dos presentes que o Blogger me deu) e pela Márcia, uma graça de pessoa, que toca com ele o fã-clube da Regina Duarte. Dias antes de viajarmos, fomos inseridas numa lista amiga que nos garantiu ingresso ao espetáculo por um preço camarada e, acima de tudo, colocou a atriz em nosso caminho. O que foi ótimo - não fosse por isso, não sei se escolheríamos despencar mais um dia do Centro para a Gávea para irmos ao teatro.
É um gosto ver Elisa Lucinda no palco. Ela é uma mulher de muitas facetas - cantora eficiente, boa comediante, poeta de mão cheia. É uma mulher segura, se conhece bem, portanto, soube construir o veículo perfeito para conduzir o público com segurança pela comédia (sobretudo) e pelo drama. O título da peça, autoexplicativo, cutuca o espectador ranheta. Ora, aqueles que reclamam da rotina não precisam mergulhar muito profundamente para dentro de si para descobrirem que alguns atos rotineiros são bem agradáveis...
Elisa lista alguns no monólogo em forma de poesia com que abre sua comédia. O gênero poético, aliás, lhe cai como uma luva. Seus textos clamam pela leitura em voz alta e ela é a recitadora mais sensacional que já vi. Felizmente ela se apega ao gênero outras vezes durante sua peça, composta por blocos que têm ligação frouxa entre si e, portanto, podem ser facilmente intercambiáveis sem que ocorra prejuízo ao todo. Isto, aliado ao espantoso domínio cênico da atriz e seu à vontade com si mesmo e com o público, a fez enxertar no espetáculo de encerramento algumas gordurinhas que o fizeram durar três horas.


Um de nossos achados da viagem foi "Deus da Carnificina", versão brasileira do drama de Yasmina Reza do qual tomam parte Deborah Evelyn, Julia Lemmertz, Paulo Betti e Orã Figueiredo. Dizer que a peça é boa é muito pouco. Ela é uma aula de como se faz excelente teatro: aquele em que a encenação está a serviço da história a ser contada, potencializando-a. Todos os quatro personagens estão construídos com extrema consistência, desde o primeiro momento. Esta é uma daquelas peças que a gente deve ver uma segunda vez, tal a quantidade de elementos que ela mobiliza. Como nós apenas conseguimos ingressos para o gargarejo, tivemos de fazer às vezes de espectadores cinematográficos. Se não deu para vermos a totalidade da ação, em compensação pudemos nos concentrar nos rostos de cada artista. Eu admiro particularmente a Júlia Lemmertz, então meus olhos procuraram o rosto dela desde a cena em que sua personagem escuta a personagem de Deborah Evelyn ler o processo que descreve a agressão que o filho desta sofreu de seu filho.
Os caracteres de ambas as personagens concentram-se em botão nesta primeira cena. O desespero e a ansiedade da personagem de Lemmertz estão estampados em seus olhos. A personagem de Evelyn, ao contrário, é expansiva e assertiva - e, para isso, aquela voz estridente que ela tem caiu-lhe como uma luva. Não falamos, no entanto, de personagens planos. A interação entre as personagens vai pouco a pouco derrubando suas máscaras sociais e, logo, cada casal atinge aquele momento da infância em que meninos e meninas se odeiam e decidem as coisas por meio da agressão verbal e física. "Deus da carnificina" leva a eficiência na composição dos personagens e do jogo cênico aos seus mínimos detalhes. Por isso, julgo, valeu a pena nos sentarmos na primeira fileira da plateia, pois assim não perdemos cada palavra sussurrada nem deixamos de nos surpreender com cada gesto dos personagens à medida em que eles caminhavam em direção à sua própria natureza. Valeu a pena, também, porque assim a histeria dos espectadores não prejudicou a nossa compreensão do texto.

Aliás, a histeria pede um parágrafo à parte. Fiquei me perguntando, enquanto via o drama, se havia motivo para o riso tão constante e exagerado do público. Baudelaire, com um de seus Escritos sobre Arte, talvez ajude a responder a pergunta. Diz ele que o riso tem origem diabólica, que denota o sofrimento do ridente por se saber um decaído e, ao mesmo tempo, a superioridade que ele sente com relação ao objeto do riso. Segundo o autor, ri aquele que vê o outro sofrer uma desgraça da qual ele está livre. O exemplo que ele dá é saboroso: os vilões do melodrama sempre riem, e o fazem exageradamente. Pergunto-me se a reação da plateia deveu-se ao fato de ela não perceber que nutria semelhanças com aqueles quatro pobres diabos que desnudavam suas almas no palco; ou, então, se denotava falta de vontade de se esforçar para compreender uma produção com o grau de complexidade que tem "Deus da carnificina".


"Mais respeito que sou tua mãe", comédia adaptada para o palco pelo grande ator argentino Antonio Gasalla e vertido para o português por Miguel Falabella, oferece - este sim - ótima oportunidade para o público se acabar de rir. A peça é construída em cima de humor escatológico, portanto, aqueles que querem vê-la devem deixar o pudor em casa. A cabeça da família é, como o primeiro plano do pôster não deixa mentir, Cláudia Jimenez. Ela tem algum grau de semelhança com aqueles compéres do teatro de revista do século XIX, responsável por ampliar o entendimento do público sobre a ação que está se desenrolando; explicar uma ação que está em vias de acontecer ou dar seu parecer sobre algo que já aconteceu. É ela, também, que costura uma história feita de flashes da realidade mais comezinha possível, com todos os defeitos que ela concentra: o preconceito sexual, as intrigas, as taras individuais que as famílias insistem em manter longe da esfera pública. Com o auxílio certeiro de Miguel Falabella, Cláudia Jimenez repete em cena o tipo que eternizou em "Sai de baixo", chegando a verbalizar alguns bordões do programa.
Ela é a personagem mais bem construída da comédia, que em alguns momentos deixa a desejar, como na configuração da personagem do filhinho perfeito e, não obstante, homossexual, que, a certa altura, redefine sua escolha sexual sem que saibamos ao certo por quê. De qualquer modo, isso tudo está a serviço do riso - um outro tipo de riso, aquele que, ainda segundo Baudelaire, é causado pelo grotesco, que promove no espectador a hilaridade louca e imediata.
Interessante é que a falta quase completa de sutileza da comédia faz emergir uma súbita poesia em alguns momentos - poesia nascida da vivência cotidiana de gente que se xinga, é cheia de preconceitos, tem dificuldade para demonstrar afeto mas, no fundo, se gosta: quando, por exemplo, o casal recebe a ajuda de um café fresco para enfrentar um problema sério ou quando o avô em coma ganha dos netos um absurdo e tocante passeio de motocicleta.

Por fim, "Maria do Caritó", uma delícia de peça - e quase que a gente perdeu hora e não pôde vê-la, hein, Ana? - impecável na construção dos personagens e na escolha acertada da linguagem cênica. Eu, particularmente, tenho uma queda por produções que dão a ver a cor local de lugares que conheço pouco - e, portanto, para mim estão cobertos de uma aura de romantismo. Essa aqui, especialmente, é um primor. Ao vê-la, senti falta de um caderninho em que anotasse os achados linguísticos que Nilton Moreno semeia no texto. Imaginem, então, como não fiquei feliz ao descobrir que ele foi publicado pela Terceiro Nome juntamente com o texto de "As Centenárias", peça que lastimei ter perdido.
A graça de "Maria do Caritó" está na simplicidade com que tudo é conduzido. A escolha da linguagem circense, com a autodenominação dos personagens de "palhaços", rebaixa o elenco da altura "estrelar" em que ele se encontra, buscando a cumplicidade com o público. E uma vez que estão à nossa altura, esses palhaços fazem com que se manifeste em nós a infância que trazemos escondida. O resultado final é tão leve que acabamos nos esquecendo da dificuldade que deve ter sido a orquestração de todos os elementos para que o todo fosse tão eficiente. Lilia Cabral está formidável como a mulher que se aproxima da casa dos 50 anos ainda intocada por culpa da promessa que fez seu pai de casá-la com um santo. Porém, seu papel não atingiria a graça que tem se não fosse pontuado por intervenções precisas de Leopoldo Pacheco, Fernando Neves, Sílvia Poggetti e Dani Barros - todos têm chances iguais de mostrar seus dotes cômicos, já que a peça é de todos, não apenas de uma estrela na qual converge toda a ação.
Vendo "Maria do Caritó", lembrei-me do debate histórico que diz respeito à suposta ausência de valor artístico do circo. No fim do século XIX e começo do XX, quando o drama era considerado o teatro por excelência, a pantomima circense ocupava lugar pouco cobiçado entre as produções artísticas, considerada por muitos algo distante de merecer o estatuto de arte. Apenas na altura dos anos de 1920 os escritores modernistas conseguiram cutucar o preconceito, ao verem no riso popular e liberto dessas peças uma alternativa para o teatro conservador em voga na época. "Maria do Caritó" é dessa linhagem. É um exemplo tão bem acabado de boa peça de teatro que é a primeira peça que eu recomendaria àqueles que me vêm com tolices do tipo: teatro é uma coisa muito chata.

*
Sobre o comportamento do espectador de teatro:

Falei brevemente acima sobre a hilaridade que tomou conta do público em "Deus da Carnificina". O que esqueci de dizer é que a Ana quase saiu surda de "Maria do Caritó" porque ao seu lado sentou-se uma mulher que, de tanto se esgoelar de rir, pareceu a nós que estava tendo um choque epilético. Não é que somos mal-humoradas. Acontece que a peça visivelmente não pedia uma reação tão extremada.
Ao discutirmos sobre a tal reação, a Ana lembrou-se que, em 1824, depois de reconstruído o teatro São Pedro de Alcântara (que tinha sido destruído por um incêndio), seu administrador fez publicar numa folha carioca um conjunto de "medidas de segurança e polícia que devem observar-se em todos os teatros que nesta capital se instituírem, para evitar deste modo as desordens e irregularidades que privam os Povos da utilidade que este divertimento deve produzir-lhes quando é bem ordenado; e imitando nesta parte as providências que as Nações" mais civilizadas da Europa têm adotado.".
Já se vê que o teatro tinha importante papel civilizatório. Cabia ao jornal, que desde seu surgimento tinha o papel de legislar sobre os hábitos das pessoas, impor regras de conduta para a fruição do divertimento. Algumas, lidas do distanciamento de quase 200 anos, são risíveis. Outras, de uma atualidade que surpreende. Seguem-nas - ligeiramente comentadas quando necessário:

3. Não se distribuirá maior número de bilhetes do que houver de cadeiras na Plateia, por consequência serão expulsos dela os indivíduos que os não tiverem.
A informação parece cabalística: como é possível que alguém conseguiu chegar até a plateia sem ingresso? Acontece que, na época, costumava-se vender ingressos para as “gerais”, que davam direito de acesso aos jardins do teatro mas não a uma cadeira da sala de exibição.

7. É proibido entrar na Plateia com Armas, bengalas, ou chapéus de chuva; mais para comodidade pública haverá junto à entrada um Depósito para estes objetos, que serão restituídos por via de cédulas numeradas. Este artigo não compreende os Militares que forem com seus uniformes.
Será que os espectadores que saiam do sério no recinto saíam distribuindo bengaladas uns nos outros?

9. É proibido perturbar a tranqüilidade dos Espectadores com vozerias ou estrépitos antes de se levantar o pano, ou nos Entreatos; porque, durando a representação, fica livre mostrar moderadamente o prazer ou descontentamento pelo merecimento do espetáculo.

10. Igualmente se proíbe estar parado nas portas da entrada e saída pública, nas coxias e corredores; e enquanto dura a apresentação o falar alto de maneira que perturbe a ordem.
Reparem na atualidade destas duas últimas regras!

Décadas depois, em 1897, a comissão responsável pela encenação do drama lírico "Pelo Amor!" (de Coelho Netto) pedia no jornal que o público esperasse "terminar o último acorde da orquestra” antes de aplaudi-la, “a fim de não destruir o efeito.” da música. Tentava-se na época acostumar o público com a música de influência wagneriana, com os temas musicais que iam se entrelaçando e desenvolvendo ao longo dos atos. A concentração da audiência ao longo de cada ato era fundamental. Um ano depois, outra peça de Coelho Netto instaurava uma outra regra, o ato de se apagar as luzes para que os olhos do público se concentrassem unicamente na ação. Até então, o ambiente do teatro era uma extensão dos salões mundanos, o "telégrafo" funcionando nervoso em todo o recinto enquanto os artistas davam duro no palco!

Pensando na dinâmica histórica, não acho que as atuais plateias comportem-se mal intencionalmente. Há que se considerar o desejo que tem o público de agradar o artista; o anseio de se fazer ouvir e, assim, sentir-se também parte da apresentação (mal da nossa sociedade Big Brother que transforma o homem comum numa pseudo-celebridade). Igualmente não dá para deixar de lado que o teatro de hoje é menos codificado que o das épocas passadas: em algumas peças o elenco cobra participação do público, em outras há uma palpável "quarta parede", em algumas, ainda, o público é às vezes chamado a contribuir no andamento de uma cena, mas não de outra. Nesse caso, o manual de conduta deveria ser mais elástico. Uma só regrinha deveria piscar em neon na frente dos olhos de cada espectador: A minha liberdade termina quando começa a liberdade daquele que está sentado ao meu lado.

18 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Vejo que aproveitou bastante a viagem, Dani. Obrigado pelas dicas. Fiquei particularmente interessado nas peças de Deborah Evelyn e Lilia Cabral.
Tudo de bom,

xSatine disse...

Dani querida!!!

Adorei a nossa viagem! Vc é uma ótima cia, topa tudo, tá sempre mto animada. Enfim...Tá mais do que convidada para a próxima viagem rs.

Apesar de ter doído um pouco no bolso (=/) e de ter sido um pouco cansativo, confesso que eu fiquei deslumbrada com o repertório que vc escolheu. Nunca havia me deparado com uma artista tão completa quanto a Elisa Lucinda. E agora até tenho vontade de voltar a assistir às novelas da Globo. Perdi gde parte do meu preconceito, que sempre me fez ver os artistas da tv como bonitinhos-mas-sem-conteúdo. Não que não existam esses atores, mas muitos deles - vide a peça "Deus da Carnificina" e "Maria do Caritó" - aguentam um texto bem construído e dão conta da personagem, sim!
Vc sabe que a minha exceção é a peça da Cláudia Jimenez, que eu achei um horror! Mas...faz parte, não dá pra gente concordar sempre msm rs.

Fiquei sabendo que Curitiba tb é um pólo do teatro. Quem sabe a gente não vai juntas pra ABRALIC e aproveita lá de novo?

Bjss, querida!!
Espero que vc tenha apreciado minha cia tb e que tenha se divertido tanto qto eu. =)

xSatine disse...

Ah!!
E espero que o meu texto do comportamento do teatro no século XIX ainda seja útil pra vc, um dia.
Vai saber...

As Tertúlias... disse...

Impressionante o quanto conheci hoje de coisas novas... Nossa, desta vez me senti taaaaooooo longe... como se habitasse um outro universo! Nossa! Muito obrigado por me apresentar tantas coisas boas. Só voce memso para me atualizar assim tao brilhantemente! Obrigado!
E o que mais me fascina... o tanto que voce "ve" nas coisas... eta sensibilidade linda!!!!

Danielle disse...

Olá, pessoal!

Antonio, foi ótimo mesmo. Essas peças vão certamente circular e você terá chance de vê-las!

Ricardo, você sempre uma graça. Obrigada pelas palavras, querido. E quando é que você virá para cá de novo?

Ana, você é uma ótima companhia! Nossa próxima ida ao Rio tem que ser logo e, segundo a Orna, terá de ser uma excursão em que vão o Daniel, a Bruna e a gente :D. Alugamos um lugar para ficar, o que sairá mais barato, assim podemos ficar mais tempo (e não precisaremos ir 5 vezes ao teatro em 10 dias, rsrsrs). Quando ao preço, teatro é infelizmente caro mesmo.

Foi ótimo ir ao teatro contigo e discutir calorosamente as peças que tínhamos acabado de ver. Alguns artistas a gente queria levar para casa depois do espetáculo, outros, pegar na saída - especialmente você, que ficou tão brava com a peça da Cláudia Jimenez que pensei que se estenderia mais sobre ela aqui.

Sobre o elenco "Global", não faz sentido o preconceito, mesmo. Primeiro porque nem toda a programação da emissora é ruim.
A Deborah Evelyn, que desempenha um papel bem mais ou menos na novela das 8, simplesmente arrasa em "Deus da Carnificina". Eu acho que esses artistas escapulem dos muros da emissora para garantirem sua sanidade mental.

Eu queria ter me estendido mais no post para falar sobre o artigo que você me mandou. Você ter conseguido por as mãos no conjunto de regulamentos de 1824 do teatro S. Pedro de Alcântara foi um achado. Eu originalmente estava pensando em comentá-lo aqui, mas como vi que ia me estender, resolvi voltar para o corpo do texto, no qual criarei o subitem: "Sobre o comportamento do público durante os espetáculos teatrais". Aguarde!

Bjinhos, pessoal.
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Voltou!!!! Agora ,sim... Ceio que vc estava acrescentando algo que ainda não tinha postado... Vamos lá, então:

Primeiro, quero agradecer muito ter citado o meu nome e nosso blog sobre a querida Regina (Duarte)... Eu AMO ir ao teatro e costumo dizer que, diferente do cinema, em relação ao teatro sou igual ao Caetano (Veloso): Sou do BALACO-BACO, ou seja, topo assistir qq peça, bastando pra isso ter dinheiro suficiente pro ingresso... Algo meio complicado nesses dias de vacas magras, rs! Topo ver qq coisa MESMO, já vi cada BOMBA que vc nem imagina!!!!!

Bom, ADOREI a postagem (irretocável) sobre sua temporada carioca, Dani... Mas, quero deixar aqui duas reclamações (não é SAC mas vou tentar):

1ª) Eu adoro a sua capacidade de lembrar de um filme, que a princípio não tem nada a ver com a postagem, mas que vc sempre faz uma ligação FANTÁSTICA com aquilo que vc está postando, seja sobre a Judy, sobre alguma música, sobre filmes antigos, etc... Ah, faltou, né? Sei que vc postou que não iria falar de cinema mas o BLOG pede, poxa... Minha listinha nem cresceu dessa vez d:-(!!!!

2ª) Como vc não postou a sua fotinho com a querida Elisa Lucinda????????????????????? Ficou ótima!!!! Assim, o pessoal vai pensar que não ela nem esateve mesmo no seu caminho, ehehehehe... (Brincadeira! Mas poderia ter postado)...

Será sempre um prazer estar com vc aqui no Rio!!! Qdo voltar está intimadíssima a avisar!!! Peço desculpas pelo seu último final de semana aqui que nem deu pra estarmos juntos... Foi uma correria pra mim mas tenho certeza que vc e Ana se divertiram!!! Um bjão, diga a Ana que deixei um especial pra ela...

Danielle disse...

Oie, Edison!

O post saiu do ar por alguns minutos ontem para que eu incluísse sua última parte, que prometi pra minha amiga.

Foi um prazer ir ao teatro contigo - Claro que mencionaria você, a Márcia e o "Eternamente Regina"! Da próxima vez que formos para aí, estamos mais que combinados de repetir o programa, então! Você também está convidado a nos visitar se algum desvio de percurso te mandar para Campinas.

Agora, deixa eu colocar o SAL (Serviço de Atendimento ao Leitor) para funcionar:D

1. O cinema passou longe desse post mesmo - como eu previa que aconteceria. No próximo post ele volta! Vou fazer a Judy também voltar em sua homenagem. Não falarei do Judy Garland Show porque, como disse, ando vendo-o com tanta frequência que estou carecendo de isenção crítica para comentá-lo (aí o post viraria uma rasgação de seda). Vou escrever sobre os musicais que ela fez com o Mickey Rooney (faz um tempo que ando juntando material sobre o papel que esse conjunto de filmes teve na consagração da musica norte-americana).

2. Menino, eu sou um bicho do mato. Veja que, além da fotografia 3X4 que me apresenta, não há mais fotos minhas no blog. Se bem que nossa foto com a Elisa Lucinda ficou uma gracinha, né?

Bjinhos e cuide-se!
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, realmente escrevo muito e rápido. É um hábito diário. Atualmente, além do blog, escrevo crônicas para diversos jornais, faço assessoria de imprensa diariamente e estou finalizando um livro de contos.
Uma doideira.
Quanto ao post, em nenhum momento disse que "a escolha sexual influência na produção artística de cada um". Pra começar, não acredito em "escolha sexual", ou se nasce homossexual ou não.
Talvez você não tenha idéia do que é ser um adolescente homossexual sem referências positivas, principalmente para aqueles que moram em pequenas cidades. É um suplício. Daí que acho válida a divulgação da homossexualidade de figuras talentosas. Salva muita gente da dor, do desespero e até mesmo do suicídio.
Beijão
Fico feliz com seu retorno


www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Danielle disse...

Oi, Antonio.

Eu faço meio o estilo "tartaruga" - chego a demorar meio dia para escrever um post, por isso só o faço nas horas de folga.

Quando ao seu post, acho que me expressei mal ao falar em "escolha". Queria dizer algo como "inclinação" (sem pretensão de ser científica).
Entendo o que você diz sobre as referências positivas. Confesso não ter pensado nisso. Na verdade, não costumo pensar na arte pelo viés da sexualidade, por isso me surpreendi com o fato de haverem feito esse recorte para a enciclopédia.

Bjos e até logo. Boa sorte com o livro!
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Menina, estava trocando idéias com a Dani Moura pensando que falava com vc...
Vamos realizar as trocas? Já tenho dezenas de cópias. Diga quais os diretores e atores que gosta...
Por exemplo, tenho copiado Kurosawa (Rashomon, Trono Manchado de Sangue), Sangue de Pantera, por quem os Sinos Dobram, O Salário do Medo, Sede de Viver (de Minnelli), Hawks (À Beira do Abismo, Uma Aventura na Martinica...)

Beijos

ofalcaomaltes41@gmail.com

Lorena F. Pimentel disse...

Rio de Janeiro, teatro, teatro, teatro. Isso isso é que é viagem, Dani! Este seu último post está um prato cheio de novidades culturais do nosso talento tupiniquim. Gostaria de algum dia ter a chance de fazer o que você fez. Enquanto isso, vou tirando lasquinhas através dos seus posts.

Beijinhos

Danielle disse...

Oie, Lorena!

Precisávamos fazer isso juntas um dia, o que você acha? Aí escrevemos um post conjunto com muito teatro, coisa que não temos muitas chances de aproveitar nas nossas cidades.

Bjinhos
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani,o FALCÃO está comemorando cinco meses de vida. Apareça por lá!
Beijos

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Danielle disse...

Parabéns, Antonio! Logo mais passo para desejar pessoalmente uma longa vida para o "Falcão Maltês"!

Beijos

Anônimo disse...

Dani, Sou enlouquecida por teatro, embora tenho pouco contato devido a localidade onde moro que alias é precária, o teatro é umas das coisas que me fascina, sacode o meu imaginário rsrsrs.
Dani, Adorei a resenha, como sempre vc arrasa!

bjos
Renata Fernanda

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Menina, infelizmente essas peças não estão mais em cartaz (com exceção da da Elisa - e eu te digo, dê um jeito e vá vê-la em Sampa que você não vai se arrepender). Fico com um gosto agridoce na boca quando vejo uma peça muito boa, porque sei que ela logo vai se perder (mesmo que seja filmada, não dá pra recuperar na fita o corpo que ela ganha no palco).

Bjinhos e obrigada dinovo pelas palavras
Dani

Graci Cruz disse...

Sou louca por Teatro, nem sei dividir minha vida em antes e depois do teatro, pra mim tudo é uma coisa só; e encontrar alguem fascinada e que escreve tão divinamente sobre o tema me faz cativa no mesmo instante, ja favoritei e estou seguindo, voltarei sempre e quem sabe possamos trocar ideias a respeito das artes cênicas, tento escreve sobre teatro, não sou tão boa com a retórica quanto vc, mas chego lá visita meu blog, será uma honra tê-la por lá: www.sitok-sitak.blogspot.com

Danielle Carvalho disse...

Oi, Graci!

Fiquei muito feliz com seu comentário! Que legal encontrar uma pessoa assim envolvida com o teatro. Eu gostaria de poder frequentá-lo com mais regularidade, mas como moro no interior de S. Paulo... Mas vou sempre que posso, e além desse escrevi outros dois posts a respeito de peças, um só sobre "Fascinante Gershwin" e outro sobre "Cabaret".
Com certeza vou visitar seu blog! Obrigada pela visita ao meu e por suas palavras sobre ele.

bjs
Dani