sábado, 6 de agosto de 2011

“O Astro” até agora: o remake do clássico de Janete Clair patenteia a sobrevida do melodrama

Em comemoração aos 60 anos de teledramaturgia, a Globo estreou, em meados de julho, uma versão do grande sucesso teledramatúrgico de Janete Clair veiculado pela emissora entre 1977 e 1978. A escolha é simbólica. Janete teve papel decisivo no abrasileiramento da telenovela. Escreveu folhetins memoráveis, lembrados até hoje com entusiasmo pelos amantes do gênero, como “Irmãos Coragem” (1970-1), “Selva de Pedra” (1972-3), “Pecado Capital” (1975-6). Povoou o imaginário coletivo com dezenas de personagens marcantes e, graças à sua competência como escritora, conseguiu segurar grossas parcelas do público em frente à tela, aguardando ansioso pelas peripécias de Regina Duarte, Francisco Cuoco, Cláudio Marzo, Cláudio Cavalcanti, Tarcísio Meira, Dina Sfat – nomes que ela ajudou a alçar ao estrelato. Os curiosos das novas gerações podem conferir a genialidade da “maga das oito” por meio da compilação de “Irmãos Coragem” lançada há pouco em DVD. Embora a edição tenha enxugado ao extremo a história, pode-se ainda perceber a qualidade de sua construção dramatúrgica: a boa dosagem de humor e drama, a contundência dos diálogos, a beleza dos sentimentos colocados em cena com simplicidade. O material convida o espectador de hoje a mergulhar naquele fim de anos 70, época em que a indústria cultural ainda estava envolta no romantismo das fotonovelas e as mocinhas de família projetavam-se nas heroínas puras e lutadoras das novelas da TV.

Janete Clair é, enfim, extremamente merecedora da homenagem que a Rede Globo lhe está fazendo; ainda mais porque a homenagem vem casada com o retorno à telinha de Cuoco, Reginaldo Faria, Regina, e com o desejo da emissora de injetar seiva nova nesse gênero tão importante e tão maltratado que é a telenovela. Só por aí a Globo já merece os parabéns – cumprimentos devidamente estendidos a Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, autores principais da nova trama, aos colaboradores Tarcísio Lara Puiati e Vitor Oliveira e ao diretor Mauro Mendonça Filho.
Não bastasse isso, a escolha da produção a ganhar nova versão foi igualmente acertada – discípulos de Walter Mercado e David Copperfield ainda incitam a curiosidade do público, mesmo que as previsões furadas e os Mister Ms constantemente os coloquem em ridículo. Há que se considerar igualmente o fato de a trama se passar no ambiente urbano, o que permite inúmeros desdobramentos contemporâneos às personagens modernas criadas por Janete: a Amanda Mello Assumpção original (Dina Sfat) era diretora da construtora da família num momento em que mulher não costumava ocupar cargo de liderança no mercado de trabalho; Lili (Elisabeth Savalla) era uma taxista num momento em que se acreditava que mulher só servia para pilotar o fogão; Clô tinha a coragem de botar um ponto final no casamento opressivo e se envolver com um homem mais jovem.

Mulher independente e à frente de seu tempo, Janete construía em suas tramas desdobramentos de si. Os novos autores de “O Astro”, conhecedores da importância da escritora, debruçaram-se com devoção em seu universo. Isso ficou patente logo no princípio da trama, na escalação de Francisco Cuoco – o Herculano Quintanilha original – como o mentor do protagonista, passada simbólica de bastão para Rodrigo Lombardi; na apropriação de canções da trama original, as quais já estão no inconsciente do público, cooperando na identificação dele com a nova trama; no dinamismo dado aos episódios narrados, coalhados de perseguições, gritarias e diálogos lancinantes, pelos quais desfilam sobretudo personagens tipificadas; na apresentação rápida e irrefutável dos pares românticos principais (Amanda e Herculano/ Lili e Márcio).
No entanto, esse respeito extremo à obra da escritora acabou por deixar o resultado final em certa medida problemático. Tento, a partir de agora, desdobrar essa constatação em argumentos. Por uma porção de motivos: porque a nova proposta de dramaturgia que a novela a princípio encerrava parecia ter surgido como resultado direto do sucesso de crítica e público da reprise de “Vale Tudo”; porque ela trazia de novo à programação aberta da emissora a nossa grande Regina Duarte, criadora de duas antológicas personagens com as quais o público teve e está tendo o privilégio de conviver: Raquel e Porcina; porque sou noveleira desde pequenininha e queria novamente desfrutar de uma trama de qualidade.
Concentro-me num ponto mais geral: o anacronismo da trama. O mundo criado por Janete Clair tem laços fortes demais com os anos 70: anteriores ao divórcio; quando a mulher ensaiava a competição com o homem no mercado de trabalho; época em que, embora existisse a pílula anticoncepcional, a sexualidade feminina ainda era assunto tabu. Naquele contexto, personagens como Lili e Amanda eram moderníssimas. O novo “Astro” toma como cenário o Rio de Janeiro de 2011, mas claudica na construção das mulheres de 2011.
Exemplos: Amanda se apaixonou perdidamente por Herculano, mas é obrigada a se casar – ou melhor, “se vender”, como ela mesma diz – ao vilânico Samir Hayalla, que deseja possuir/humilhar/submeter (todas as palavras retiradas da trama) sua Bonequinha de Luxo. A delicada Jôse ama Márcio incondicionalmente, mas o perde para Lili. Ela se descabela com a rejeição, o vitupera quando ouve que ele está apaixonado por outra; e um capítulo mais tarde hospeda-o em sua casa, joga-se infantilmente em seus braços, compra-lhe roupas, um trompete, recebendo em troca o infame: “Não alimente nenhuma esperança. Não vamos voltar a namorar.”. A personagem de Bel Kutner é amante de outro escroque da família Hayalla. Depois de lhe anunciar sua gravidez, chora desalentada porque ele lhe diz cinicamente que vai financiar apenas seu abordo e que ela é obrigada a fazê-lo. Amanda – Alinne Morais – por enquanto é uma brisa leve na trama. Ela está natural e graciosa, porém, tem a consciência de uma menininha de 12 anos. “Será que se chama ‘amor’ isso que estou sentindo por ele?”, pergunta ela à amiga sobre Salomão. A química entre ambos é zero – sua dúvida é a da menina que está descobrindo o amor, não da mulher feita que é, exteriormente, um vulcão de sensualidade. Sem contar a personagem de Guilhermina Guinle, escrava sexual de Samir – tanto que é arrendada por ele para servir a cama do negociante chinês.

Meu Deus, que mulheres são essas? Pobres desafortunadas possuídas, comandadas, tuteladas pelos homens! Isso é José de Alencar, D'Ennery, Joaquim Manuel de Macedo. Não pode ser, não deve ser, não é a mulher do século XXI. As mulheres do melodrama convencional (em O Melodrama, Thomasseau rotula esta personagem-tipo de “inocência perseguida”) estão a anos-luz da brasileira de hoje. De mim, pelo menos. As mocinhas indefesas de “O Astro” precisariam fazer um workshop com a Solange de “Vale Tudo”. Representação e realidade sairiam ganhando se a Raquel Accioli desse um de seus cestos de sanduíche para a Amanda Assunção ir vender na praia. Aliás, do conjunto de personagens femininas felizmente se salva a personagem de Clô Hayalla. Espevitada, irascível, perua, mimada e, acima de tudo, digna de aplausos porque parece ser a única que é dona de seu próprio corpo – e ela se deita com o homem mais lindo da trama, não porque o ama, mas porque o deseja. O fato de ela ser interpretada por uma Regina Duarte totalmente entregue aos arroubos de sua criação me faz duplamente feliz.
Não vi “O Astro” original, mas, pelo respeito que Janete tinha às suas personagens, não acredito que coisas do tipo lá estivessem. Pelo menos não na intensidade ou conotação com que aparecem no remake. Estou me lembrando de passagem da Ritinha de “Irmãos Coragem”, que deixa o marido e vai trabalhar para sustentar a filha quando descobre que ele a trai; de Lara, que na mesma novela se torna Diana e Márcia, desdobrando sua personalidade para lidar com o pai castrador; de Rosana Reis, que em “Selva de Pedra” diz com altivez ao juiz e ao marido:

A minha verdade é que Simone Marques morreu de fato naquele acidente. Esta pessoa que aqui está, embora de agora em diante seja obrigada a usar documentos de identidade de Simone, não tem nada a ver com ela. Eu me chamo realmente Rosana Reis, uma pessoa que nem conheceu Simone e que apenas sente por ela uma profunda piedade.


Isso é ser protagonista da própria vida, tomá-la nas mãos ao invés de se entregar em holocausto a um suposto destino inexorável, como estão prestes a fazer várias personagens de “O Astro”. Por mais que o tema seja o supra-real, o tratamento dele precisa ter algum lastro com a realidade carioca de 2011, lugar e tempo explícitos da trama. É certo que o romantismo rasgado, a construção maniqueísta das personagens, as reviravoltas e o exagero na explicitação dos sentimentos são marcas da obra de Janete Clair. Neste caso, talvez fosse necessário um pouco menos de homenagem e um pouco mais de autoria para que a novela dialogasse com o novo momento histórico que ela busca tematizar. Explico-me por meio de uma cena tomada ao léu: Amanda está prestes a deixar Herculano para se casar com seu arquiinimigo. Ela o visita em seu camarim:

AMANDA – Se eu sair por esta porta pode ser que eu não volte nunca mais. Não me deixa sair dos seus braços.
HERCULANO – Eu só queria colher o grito pleno da tua alma cheia de tormentos.

AMANDA – Não me suprime a tua luz, meu amor.


O diálogo puramente mental, que serviria para simbolizar a comunhão das almas dos amantes, acaba soando pomposo e antiquado. Pode-se retrucar que ele saiu literalmente da pena de Janete Clair. É possível que sim. No entanto, não se deve esquecer que a década do desaparecimento da autora foi também a de nascimento de dois clássicos da teledramaturgia moderna: “Roque Santeiro” (1985) e “Vale Tudo” (1988). A importância fundamental de ambas as telenovelas para o folhetim televisivo foi mostrar as fissuras do gênero melodramático. Não se é mais possível utilizar impunemente a estrutura do dramalhão. Não depois que o mau-caráter charmoso César Ribeiro motivou no público os sentimentos ambíguos de admiração e revolta; depois que o público conviveu por meses com a afeição genuína que ele e a alpinista social Maria de Fátima nutriam um pelo outro; ou que o bandido Marco Aurélio mandou uma banana ao Brasil – e, por tabela, ao espectador –, explicitando quão retrógrada era a concepção melodramática de punição do vilão e vitória do mocinho.
Isso não é negar a importância de Janete Clair na teledramaturgia, mas sim inserir a autora em seu momento histórico: do fim dos anos 60 ao começo dos 80. Foi mesmo uma pena nós a termos perdido tão cedo, pois certamente ela também contribuiria na revolução do gênero. Isso considerado, fecho a questão – ao menos por hora – com um comentário afiado que minha mãe fez dias atrás, quando conversávamos sobre as coisas que apresentei acima: “Inteligente como Janete Clair era, se ela não tivesse morrido com certeza teria evoluído com o tempo.”. D. Nelly ficou profundamente incomodada com o encaminhamento dado à trama, tanto que, depois de duas semanas, se recusou a continuar “perdendo o tempo” com ela. Considerando-se que é noveleira desde menina e foi espectadora assídua da obra da autora (ela viu “O Astro” original de cabo a rabo), essa sua conclusão dá o que pensar.

*

A resenha foi terminada na metade da semana. Ontem a novela foi irretocável porque deixou em segundo plano o dramalhão rasgado: baixou o tom grandiloquente das personagens, permitindo que algumas delas se desenvolvessem para além da superfície (Márcio saiu beneficiado; Adolfo Mello Assumpção também e Clô mais ainda – Regina está com sorte, sua personagem é a que tem mais nuances); e, o principal, inseriu na mistura uma bem vinda dose de humor – como sempre digo aqui: o melodrama convencional só pode ser ressuscitado a contento, nos dias de hoje, pelo viés do humor. Torço de coração para continuar rindo “com” a novela (como fiz ontem), e não “da” novela (como fiz uma porção de vezes nas últimas semanas).

27 comentários:

M. disse...

Grande e sábia resenha! Eu tinha algumas dessas impressões quando assisti a alguns capítulos mas não sabia como expressar.

É uma novela ou microsérie muito rápida. Disseram que iam mudar a personagem que matou Salomão Hayalla.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Que incrível, Dani. Você deveria assinar uma coluna sobre teledramaturgia na grande imprensa. Como faz falta textos críticos inteligentes. Não estou vendo O ASTRO, simplesmente porque quase não vejo TV, o tempo de lazer é tão curto que prefiro utilizá-lo com livros, filmes e música, mas fiquei morrendo de vontade, principalmente pela volta triunfal de Regina Duarte e a trama ter um mágico como protagonista (será que o belo Lombardi vai dar conta, ele é tão ruinzinho?).
Bravo. Ótimo texto. Vou até assistir um capítulos no Youtube.
Beijos

O Falcão Maltês

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

M., Antonio, primeiramente obrigada pelo retorno tão rápido - e tão simpático - de vocês.

M., essa nossa impressão é compartilhada várias pessoas com quem conversei a respeito da novela. Parece-me que, como ela adota todas as convenções do melodrama, não supõe necessidade de explicar muita coisa. Nesse gênero - em especial no teatral - é assim: as personagens dizem que determinado personagem é "Um monstro", "Um vilão", e o público tem de tomá-lo como tal (a vilania de Salomão foi construída desse modo). Isso funciona na lógica do gênero melodramático, mas o gênero não funciona na lógica do século XXI... Mas ainda penso que a novela vá vencer pelo humor - parece que os dois investigadores vão funcionar, a partir de agora, como os olhos do público: ironizando os excessos dos granfinos e o tom caricato de alguns vilões. Vamos ver.

Antonio, estou voltando a ver novelas. Essa resenha só saiu porque estou vendo "Irmãos coragem" e andei vendo algumas coisas de "Selva de Pedra", em grande medida influenciada pela D. Nelly, que ano passado me fez comprar "Roque Santeiro" e este ano, "Irmãos Coragem".

A volta de Regina é realmente triunfal. Busque no youtube ou na globo.com pelas cenas da Clô que você vai se divertir. Rodrigo Lombardi está dando bem conta do recado. Porém, como ele é charmoso demais da conta, sua personagem está por enquanto mais para "Estrela-Guia" do que para "O Astro" original da Janete (que segundo consta era uma personagem ambígua). Carolina Ferraz, coitadinha, é a que mais anda sofrendo com a heroína romântica stricto sensu que criaram para ela. Está incrivelmente linda, mas só faz ser chacoalhada pela mão negra do destino. Quiçá ela o tome nas mãos! (KKK).

Bjs, queridos.
Dani

Lorena F. Pimentel disse...

Dani, concordo em gênero, número e grau com o comentário do Antônio. Você deveria tentar publicar seus textos sobre telenovelas na grande imprensa. Quanta inteligência e sensatez, amiga.

Ainda não havia me dado conta do contra-senso da figura feminina que Janete construiu, moderna em demasia para a década de 70, e as jovens lindas e inteligentes e que no entanto seguem escravizadas pelas rédias de homens, seja em contexto físico ou psicológico, do remake atual. De fato, que mulheres são essas?

E o romantismo rasgado, por exemplo, tem tomado conta não somente de telenovelas como O Astro. A personagem de Glória Pires, por exemplo, está causando burburinho entre os telespectadores. O meu lema pra essas situações é: isso não é amor, é cilada.

Mas voltando a O Astro, também anseio pelo investimento de uma dialética contemporânea, que evolua em benefício da própria estória. Quanto ao ritmo acelerado da trama, vale lembrar que a Globo reduziu a novela a 60 episódios, classificando-a como uma "grande mini-série", impulsionando ainda mais o dinamismo de Janete Clair.

Pra ser sincera, não consegui assistir a novela desde quarta-feira, mas diante do seu texto, correrei para o site da Globo.com pra conferir os episódios na íntegra. Quem sabe ainda exista uma ponta de esperança para O Astro.

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi Lorena!

Querida, obrigada! Sabe, adoro a liberdade que tenho em meu blog pra falar sobre o assunto que me anima sem que precise respeitar determinado número de linhas, perfil editorial ou o que quer que seja. Este texto sobre "O Astro" eu me encomendei logo que começou a novela. Me via obrigada a escrevê-lo, especialmente depois que fui ficando revoltada com o tratamento dado às personagens femininas. Sabia que você, sendo mulher, ia concordar comigo. Impera na trama um tom machista que está lá em detrimento da intenção dos autores - mas porque nossa sociedade é machista mesmo. Porém, acho que nem como homenagem ao passado isso devia ser repetido. Ainda mais considerando que Janete Clair tratava as suas mulheres com muito respeito.

Entendo que o dinamismo da trama tenha a ver com seu enxugamento. Talvez uma diminuição no número de personagens permitiria um tratamento mais detido de cada um.

Ainda sobre O Astro, tô achando o máximo que o texto esteja entusiasmando o pessoal a ver o capítulo de ontem. Até ontem eu estava como você - dizendo pra mim que, se as coisas não melhorassem, eu não veria mais a novela.

Agora, o que dizer de "Insensato Coração", senão que a novela pirou de vez? Entendi a leitura cerrada que eles fizeram às personagens de Sidney Sheldon, transformando a personagem de Glória Pires numa mistura da protagonista vingativa de "Manhã, tarde e noite" com a gêmea interesseira de "O reverso da medalha" (? agora tô em dúvida sobre esse 2. livro). Mas em Sheldon as mulheres não são assim otárias. O amor-cilada, como você diz tão bem, é aviltante. Especialmente hoje em dia. O triste é que as iludidas são sempre as mulheres, né?

Fiquei feliz que você retornou ao meu blog, amiga! Suas opiniões são sempre muito bem vindas!
Bjinhos
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Daniiiiiiiii!!!! Vc DETONOU as mulheres da trama, hein... Fico pensando se, realmente, houvesse algum escritor MULHER se mudaria
tudo... Ah, mas ri muito (achei engraçado mesmo) o que vc falou da Clô!!!! Ehehehe!

Eu não assistiria "O Astro" remake se não fosse pela Regina (motivos óbvios) e realmente, como vc diz, antes do capítulo de 5ª feira (o assassinato do Salomão Hayala) eu não estava achando muita graça...

Estou A-DO-RAN-DO a Clô mas não sei se pela personagem ou pela Regina e agora parece que a personagem vai mudar com a morte do marido... Essa mudança (tomara que algo muito mais diferente - louco - do que Regina já fez) e a tentativa de descobrir quem é o assassino me motivam a continuar, pq, sinceramente, o resto... Bom, estou gostando muito do Humberto martins tb!!! E a Carolina Ferraz, belíssima, dá gosto de ver em cena...

Manda um bjão pra sua mãe... Fala pra ela voltar a assistir o Astro, nem que seja pra ver o triunfo da
Clô no final!!! Pode ser que ela tenha sido cúmplice de Felipe na morte do marido e termine rica e maravilhosa, ao lado dele, numa ilha do Caribe, Eheheh...

Edison Eduardo d:-) disse...

Bom, esqueci de dizer, fora isso tudo, vc está de PARABÉNS pela resenha!!!! Uma crítica de mão cheia é vc e bem atual!!! Um bjão especial pra ti!

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi Edison!

Gostei muito do seu feedback! Como eu já tinha te dito, ia escrever uma resenha especialmente para a Regina. Até sexta passada, só ela estava me segurando na frente de "O Astro". Que química que a danada tem com o lindo galã dela! Eu bem imaginava que esse par romântico-safado ia dar caldo, mas não imaginei que ficasse tão saboroso!

Eu nem estou tentando descobrir quem matou o homem, na verdade. Os dois capítulos anteriores à morte dele foram construídos, como dizia o Arthur Azevedo, "a golpe de foice" - todo mundo chegou na festa armado até os dentes e com cara de mau, o que significa que os espectadores serão cozinhados até o último capítulo pra receber uma resposta que provavelmente não vai convencer muito. Por isso é que eu digo que "O Astro" vai se salvar se ele conseguir rir desses próprios tropeços que colocou no enredo. Pra isso, acho que os dois investigadores com pinta dos dois CSIs irônicos Grisson e Sarah vão ajudar muito.

Minha mãe viu o capítulo de sexta comigo por mero acaso. Ela pediu pra lhe dizer que esse "deu pra encarar bem". Como eu, ela se irrita quando pintam as mulheres de modo assim anacrônico. Sobre sua pergunta no que concerne aos autores da trama, confesso que não sei. Já dizia o Pessoa que "o poeta é um fingidor": escritores homens conseguiram retratar mulheres admiravelmente bem e vice-versa. De todo modo, acho que a nossa sociedade é ainda muito machista, portanto, quando não se para pra refletir, o que emerge é o discurso do burguês, que historicamente trata a mulher como objeto-fetiche (o melhor exemplo é a Carolina Ferraz: linda de morrer e quase sempre prostrada como um manequim).

E obrigada pelos elogios ao texto, viu!
Bjinhos
Dani

Anônimo disse...

Af Dani, que resenha... !!!
Como disseram nos comentários anteriores, você deveria disputar um lugar na grande imprensa, quiçá uma grande dramaturga!
Sério, você tem todos os requisitos viu?
Concordo plenamente com seus comentários sobre as personagens de O Astro, tanto que durmo, esperando uma cena da Clô (única que vale a pena!)
Não sei se pela correria, mas muita coisa fica sem sentido, sem graça...
Vou as gargalhadas com Regina, aliás, acho a Clô muito louca. Uma hora é toda delicada e basta tomar um cálice de álcool e a delicadeza cai por terra. Enfim, espero um final digno de Janete Clair.


Beijinho,

Marcia Maria

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Marcia!

Muito obrigada pela referência tão simpática ao post. Boa parte das resenhas que li da novela a estão cobrindo de elogios, supostamente porque ela seria fiel ao espírito de Janete Clair. Senti exatamente o contrário. O jeito moderno como Janete olha para suas personagens - especialmente as femininas - foi quase que completamente deixado de lado no remake. Estou muito impressionada com "Irmãos Coragem", que amarra muito bem os elementos rocambolescos do gênero com a simplicidade e a beleza dos sentimentos encenados. Ali está patente a grande dramaturga que Janete era: a novela é absolutamente cativante. Estou acabando de vê-la e já triste por ter de me despedir das personagens. Não acho que "O Astro" incite isso, devido a esses pepinos sobre os quais falei na resenha e discutimos aqui nos comentários. Por isso, abençoada Clô! Vamos ver se outras personagens começam a nos entusiasmar.

Bjos
Dani

Faroeste disse...

Danielle;

Sou obrigado a lhe parabenizar a cada novo post que coloca no seu blog.
Esta homenagem a Janete Clair, a mais poderosa cabeça para criar personagens, historias, situações, enfim, a mulher que, praticamente, fez da Globo o que ela hoje é.
Devem tudo o que são a esta mulher, criatura de mente fértil, que fez, diretamente, Gilberto Braga (Dancing Day foi idéia dela), mas que é preciso VOCE fazer esta "modesta" apologia a ela, coisa que caberia à beneficiada com todo o seu repertório mental, e que nunca o faz, senão relançando seus sucessos para mais e mais encherem as burras.
Grande homenagem, Dani. Uma homenagem justa, merecida e mais que oportuna.
Pena a compilação de O Astro e o horário demasiadamente tarde. (mas falta nela a mão da mestra J Clair)
jurandir_lima@bol.com.br

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Jurandir.

Muito agradecida novamente por suas palavras sempre tão simpáticas!

Janete Clair é grande. Uma homenagem da Globo que fizesse jus à importância da autora para o gênero e para emissora seria a reprise na TV aberta algum dos clássicos dela. Basta um passeio pelo youtube para perceber como as novelas dela são charmosas, como elas conseguem transcender o tempo em que foram escritas e rodadas.

O horário do remake de "O Astro" é ruim, mas até onde eu sei a globo.com sempre libera (gratuitamente e na íntegra) para todos os internautas o capítulo do dia anterior. Se estiver curioso pra vê-la, dê uma passada por lá!

Abraços e gracias de novo pela visita.
Dani

Anônimo disse...

Ótimo texto. Mas um canhão de luxo disparado sobre uma frágil andorinha, acho, Dani, porque você fez um texto superior para um assunto de segunda.
Não vejo novela nenhuma. Se alguém me achar elitista, que se dane. Pra mim, é lixo, arte não de diretor nem do ator nem nada disso, arte do Ibope, como dizia Marília Pera, dos "nossos patrocinadores". Vez em quando, encontro pessoas que querem dignificar esse lixo e alegam que Balzac, Dostoiévski e outros grandes também escreveram folhetins patati patatá. Tudo demagogia. Janete Clair para mim foi péssima e não há remake que possa melhorá-la, mas todos os autores de telenovela são uma tristeza, até os pseudo-profundos do tipo Manoel Carlos.
Nunca que veria um remake de O ASTRO nem novela alguma. De O ASTRO só me lembro porque tinha, o antigo (ainda tem?) uma abertura ótima, com canção cafona-crítica e lúcida cantada pelo João Bosco. Novela, só debochando...E não é outra coisa que o gênero merece!

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Chico!

Como você é malvado? :D
Olha, antes de escrever a resenha me perguntei se valia a pena fazer uma análise tão cerrada da novela - já que seria fácil levantar seus pontos fracos. Mas acontece que eu admiro muito esse gênero, que consegue comunicar e emocionar o grande público de forma democrática e, às vezes, com indubitável qualidade (prova disso é Vale Tudo e Roque Santeiro).

Acho, sim, que Janete Clair foi uma grande dramaturga - vem daí também a crítica que fiz à nova novela. Continuo achando que "O Astro" está no meio do caminho. Algumas personagens estão mais bem construídas que outras, o elenco também está desigual - o que é até compreensível. O que mais me perturba é o tratamento convencional dado às mulheres - não sei se Janete se animaria muito com isso. E, como não podia deixar de ser, há na novela também a inserção de elementos tendo em vista engrossar o número do Ibope (grande e sábia Marília Pera).

Enfim, por enquanto a novela não está me convencendo muito. A música da abertura continua. Acho sensacional a ousadia de João Bosco de rimar "ametista" com "dentista"; de descer com segurança, em seus versos, a ladeira no absurdo. Ele estava sendo original e crítico, tom que suponho faltar nesse novo tratamento da trama.

Mas muita gente a está assistindo. Bem, desejo o sucesso de todos os envolvidos. Quem sabe se, com a ajuda do Santo Ibope, daqui a um tempo não voltam a produzir tramas com a qualidade das duas que já mencionei acima, ou de "Tieta", por exemplo?

Abss e até mais!
Dani

Anônimo disse...

Lembro-me de ter visto "Roque Santeiro" em very old times e gostado. Mas é bom nem tentar rever. Portanto, aquele "Vale a pena ver de novo" é suplício chinês redobrado.
Novela, nas poucas vezes em que me animei a dar uma olhada, sempre me fez sofrer - as interrupções para os comerciais, os filhos ilegítimos, os namorados que descobrem que são irmãos, as mães abnegadas, os Fabrícios Augustos e Priscilas e Rodolfos, cruz credo! Diálogos de gente que pode passar a vida à beira da piscina ou pendurada no celular, gente cujo drama maior é escolher se ficará com X ou Y, cuja maior notícia a dar é uma gravidez, e por aí afora... Claro que o gênero melodrama pode ser bom, e muitas vezes é, mas só o tolero na Hollywood do passado com uma boa Bette Davis à frente do elenco.
Agora, acho que você gostar de novela é uma característica tua, uma condescendência que, com o tempo, vencida pela mediocridade e mesmice repetida ad infinitum, você perderá. Torço por isso.
O problema da nossa época, Dani, é ter enfiado todas as estéticas no balaio de gato da pseudo-democratização cultural - ou seja, lixo cosmético para todos. Se não reagirmos a isso, ao divertimento de massa que é pura barbárie e degradação, não temos muita chance.

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Chico, gargalhei com seu resumo das tramas dos folhetins, embora não concorde totalmente com ele.

Realmente é difícil que uma novela discuta para além dos dramas rasos de cama e mesa das classes abastadas. E elas ainda o fazem usando de todos os expedientes para agarrar o público e os anunciantes: merchandising de produtos dentro da trama; cenas lacrimosas; mocinhas sofredoras e vilões malévolos, sem matizes, todos de fácil leitura para os espectadores de qualquer formação. E ainda com intervalos publicitários que interrompem a ação no melhor da festa. Mas "Roque Santeiro" e "Vale Tudo" são exceções à essa regra. E sobre "Roque...", agora você não precisa vê-lo no vale a pena ver de novo, já que há uma ótima compilação da trama disponível em DVD.

Abs e inté!
Dani

Anônimo disse...

Até hoje o seu blog estava linkado ao meu, e hoje ao vir aqui vi que meu blog não estava mais listado ao seu "veredas que recomendo", uma vez que já teve e não sei porque foi retirado. Mas tudo bem o seu também já foi no meu espaço. Fico grato e êxito em sua jornada.

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Sério isso? O blogger três por dois me coloca em palpos de aranha. Que chato isso. Me diz quem é você, anônimo, que linko-o agora mesmo de volta aqui!

Abraços
Dani

Lia d' Assis disse...

Dani,

ótima resenha! Eu também me decepcionei com os rumos de "O Astro" e, conforme sua mãe, parei de assistir.
Mas, lendo a sua resenha, deparei-me com um assunto que, você sabe, interassa-me muito: a imagem das mulheres na teledramaturgia. Essa imagem da mulher que submete seu destino à figura masculinha me incomoda muito, mas ao contrário de você, infelizmente, tenho que admitir que ela não está tão distante da realidade. São poucas as mulheres que, como Clô, são donas do seu corpo. Ainda vejo muitas mulheres que precisam de "um homem pra chamar de seu", embora o possessivo esteja errado, pois são elas as possuídas e não eles! Enfim, creio que muitas mulheres, em centros urbanos, especialmente, lutam para ter uma independência emocional (coisa mais complexa que independência financeira) e a conquistam, mas o que eu vejo muito é que grande parte das mulheres ainda centraliza sua existência em um homem, um relacionamento amoroso (de preferência se resultar num vestido branco e bênção eclesiástica e civil).
Estava pensando nisso vendo a nova novela das oito - mas se eu começar a falar disso o meu comentário vira uma resenha.
Abraços e parabéns pelo seu blog, sempre muito bonito na apresentação e recheado de bom conteúdo.

Lia d'Assis

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Lia!

Fiquei feliz por você ter lido meu texto e o comentado, e agradeço muito pelo elogio a ele e ao blog!

Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito machista. Mesmo nas entrelinhas e no inconsciente, a crença do macho possuidor e da fêmea possuída ainda continuam em voga, por isso tais enredos.

É difícil pra nós, mulheres modernas, sermos apresentadas a essas personagens que vivem no século XXI como viviam as moçoilas do XIX. As telenovelas espelham a sociedade, então no fundo as mulheres de hoje (infelizmente) são meio Lilis e Amandas. Pra mim elas são dignas de piedade e, devo confessar, me desinteressam completamente - tanto as da realidade quanto as da ficção...

bjinhos e até mais
Dani

celio disse...

havia uma musica muito rmantica na cena de Tarcisio /Gloria,porem não lembro + quem cantava............... se puderem me enviem via e-mail crdragoni@yahoo.com.br

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Célio!

De que novela? De "Irmãos Coragem"? Pelo que estou vendo na Wikipedia, o tema do João e da Lara é "Nosso Caminho", de Maysa. Dá uma olhada:

http://youtu.be/MDSAAT5_Ico.

Confirma se é essa mesmo a novela. Os dois fizeram muitos pares românticos nos idos de 1960-1970.

Abss
Danielle

Anônimo disse...

Oi, Dani!
Venho Parabeniza-la pela belíssima resenha.
A Clô, tem todos os quesitos de ser o que é. Tem a sua liberdade no falar, pensar e agir. Ás vezes parecer frágil mas logo, surge uma mulher guerreira e expõe a suas opiniões com naturalidade e leveza. Comparar a Clô com as outras personagens já feita por Regina seria impossível. Cada uma tem a sua beleza e seu brilho.

Bjokas Renata Fernanda

Anônimo disse...

Dani, A ausência da investigação de Salomão Hayala é umas das coisas que me preocupa, foi a dúvida que mais instigava os telespectadores na época. "quem matou Salomão Hayala"? Portanto este mistério deixou de ser o ponto alto, demonstra um ar de esqueicmento, ou seja, com pouca enfase no Remake.

Bjos querida!!

Renata Fernanda

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Olá, Renata.

Primeiro, muito obrigada pela referência elogiosa ao texto!

Olha, achava e ainda acho a Clô a melhor coisa da novela, porém, a obra como um todo está deixando a desejar. Para te dizer a verdade, parei de vê-la em meados do 2º mês, depois que descobri que o tal ótimo capítulo ao qual me referi foi apenas acidente de percurso... Nos últimos 15 dias, vi-a esporadicamente com a amiga que me hospedou no Rio e sua família, então acho que tenho bagagem pra dizer o que segue:

Desde meu ponto de vista, a trama já nasceu antiga - o que de jeito nenhum é homenagem a Janete que, como tentei demonstrar aqui, era moderna para seu tempo.

O problema é que, tentando correr os episódios retratados, a novela deixou tudo muito raso e pouco convincente/ comovente. O pior é que as maiores tolices encenadas são levadas tão a sério que deixam o enredo como um todo com a cara de uma bobinha brincadeira de criança (o exemplo mais cabal são as firulas que motivam o vai e volta dos protagonistas - quando nem os protagonistas se salvam é sinal que a coisa está feia...).

Mas apesar de tudo, Renata, parece que nós somos notas dissonantes em meio à crítica que está aplaudindo de pé a produção...

Bjs e obrigada por deixar aqui sua apreciação da novela!
Dani

novelista disse...

Olá, obg pela visita ao meu blogue onde falei da impressão que a estreia do “Astro” na TV portuguesa me causou. Não sei se vou acompanhar a trama porque, embora seja agradável de ver, temos mais coisas com que nos ocuparmos hoje e além disso, como acompanhar uma trama cujo final e as maiores peripécias já foram revelados na imprensa? Já sei que Clô matou o marido, que o outro vai ser morto na prisão, que o protagonista morre e vai aparecer em espírito para o filho… e isto antes mesmo do 10º episódio ir para o ar.

Mas tem razão numa coisa: GRANDE Regina Duarte. Mesmo grande. Não é à toa que tem o estatuto que tem, acho que merece e dá provas disso. Quando aparece em cena tem uma energia própria, interpreta a sua Clô com garra e entrega e como você diz e bem, é a única personagem feminina ali que é dona do seu corpo e faz o que lhe apetece, diz o que lhe apetece, sem medos, sem se submeter aos mandos e desmandos de um homem. Está muito bem conseguida pela Regina.

Gostei também que tivesse feito comparações com uma novela com a qual não podem existir comparações, mas que é uma novela tão boa, tão MAGNANIMA que só de ser mencionada se sente a grandeza: VALE TUDO. Se esta novela acabou de passar no Brasil antes desta, é claro que o povo ainda sente gravado na pele as fortes emoções que viveu com Regina no papel de Raquel, e tantas outras divinais.

Não conheço bem Janete Clair mas estas personagens femininas, como bem diz, são todas submissas e nada especiais. Até a jovem protagonista não se destaca por aí além. Como disse, nos anos 70 fariam mossa na sociedade como mulheres que optam por papéis mais próprios para homens, mas neste remake de 2011 e nesse aspecto, são até deprimentes…

Antes a Amanda tivesse ido para a praia com um cestinho ae vender sandes!

Cumprimentos

Danielle Carvalho disse...

Oi, Novelista!

Eu é que agradeço a visita ao meu blog e leitura do texto. Como vi em seu texto, nossas opiniões se aproximam bastante. Gostei de saber o ponto de vista de alguém d'além mar, que está tomando contato com a macrossérie pela primeira vez.
Sabe, eu tenho um problema sério com obras que reduzem a mulher à condição de objeto/fetiche. Até entendo que as propagandas, que querem respostas rápidas do consumidor, apeguem-se aos clichés da "loira gostosa" vendedora de cerveja ou dos "mulherões" que estão pelo caminho do garotão que desfila o carro novo. Mas espero mais que isso de uma novela, pelo que a telenovela representa em nossa cultura e já conseguiu em matéria de crítica social - "Vale Tudo" é o exemplo mais contundente a respeito.
"O Astro" eu vi por um tempo por admirar a Regina Duarte, que é tudo isso o que você diz aqui e disse no seu blog. Depois, por brigar muito com a trama, deixei-a de lado. Vi só o último capítulo, que tem uma cena muito boa em que Clô se revela. Esta cena eu não perderia, se fosse você. O restante já não vale tão a pena assim...

Abraços e até logo!
Dani