quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

"Tempos Modernos", Charlie Chaplin e os paradoxos da Era Industrial


Quando Charlie Chaplin deu ao público seu silent "Modern Times" (1936), o cinema já tagarelava havia uma década. Todavia, o que aparentemente nascera fadado ao papel de peça de museu, revelou, naquele 1936, uma atualidade que foi sendo renovada com o passar dos anos. Prova de que o filme é obra de um gênio (que, tocado pelo dedo de Deus, conseguiu construir algo imortal), ou simplesmente reflexo do medo recôndito que a sociedade desde sempre teve do famigerado "capitalismo" - o qual movimenta riquezas com a mesma sem-cerimônia com que elimina a poesia da vivência cotidiana? Um pouco das duas coisas, talvez. O certo é que, em "Tempos Modernos", nosso querido vagabundo conseguiu dar tratamento único a uma tópica muito discutida pela produção literária e cinematográfica da época: o progresso tecnológico, que alterara o modo como as pessoas enxergavam a realidade.
A antológica imagem do homem pequenino engolido pelas gigantes engrenagens de uma máquina não pode, no entanto, nos levar a pensar no filme estritamente como uma recusa à era industrial.
Ora, o progresso tecnológico foi o responsável pelo surgimento do cinematógrafo, máquina que, pelas imagens que escolheu oferecer ao espectador desde os primórdios, cooperou para que ele enxergasse o mundo moderno como um espaço veloz, dinâmico e, por que não dizer, assustador. O endosso do cinematógrafo à tecnologia fica patente na vista mais célebre de Lumière, do trem chegando à Estação: em que a câmera estática recupera o ponto de vista do passageiro que espera para embarcar, o qual parece prestes a ser colhido pela locomotiva que se aproxima veloz.
Contudo, a sátira dos artefatos modernos não deixa de ser o cerne do filme. Nele, Chaplin dá vida a um operário insignificante, sem nome - e, portanto, metonímia dos milhões de trabalhadores anônimos que operavam as linhas de produção das grandes indústrias da América e da Europa.
Apenas um indivíduo entre tantos que precisava enfrentar a selva de pedras da cidade moderna para tirar dela seu sustento. O aspecto animalesco da cidade é patente não apenas na linha de montagem, que massacra a personagem, reprimindo seus anseios de indivíduo, reduzindo-o à peça de uma bem engrenada maquinaria e literalmente engolindo-o. Também notamo-lo no turbilhão das ruas, repleto de pessoas que, no seu ir e vir, parecem à deriva; e na violência com que as autoridades tratam o homem comum.
O enredo, apresentado nessas poucas palavras, poderia ser a notícia de um drama amargo igual a vários outros que Hollywood produziu sobre o assunto naqueles anos. "Tempos modernos" é, no entanto, uma das mais hilárias comédias da história do cinema. O gênero tem importância fundamental para sua atualidade. Chaplin era filho de artistas do music hall londrino. Cresceu sob as luzes da ribalta, onde estreou aos cinco anos. Conhecia, portanto, a preferência do público pela comédia pastelão, pelos enredos cheios de reviravoltas, pelos números que censuravam os costumes através do riso demolidor, pela graça irresistível que emanavam os personagens tipos. Portanto, quando jovem, sentiu-se à vontade na atmosfera mambembe dos estúdios cinematográficos dos primeiros tempos. Estreou como ator de cinema em 1914 - reportagem de uma Careta de 1920 antecipa essa data em três anos, período no qual ele teria trabalhado para a Keystone, mas o IMDB dá o ano de 14 com tanta riqueza de detalhes que temo contradizê-lo. A construção da personagem do vagabundo - que Chaplin apenas abandona em 1947, em "Monsieur Verdoux" - denota ainda uma vez a influência do teatro alegre, em que os artistas eram fadados a interpretar sempre um mesmo tipo, máscara que usualmente se colava às suas faces e por meio da qual eram reconhecidos onde quer que fossem.
Mas, se a arte de Chaplin é em parte devedora do meio teatral dentro do qual ele nasceu, ela deve outro tanto às telas do cinematógrafo, medium que o artista ajudou a apurar à medida em que apurava a personagem eterna que inventara.
Aquele artigo da revista Careta ao qual me referi acima oferece informações preciosas para que entendamos a construção do tipo. Nele, o então já mundialmente consagrado ator conta detalhes da criação de seu personagem e estabelece as diferenças entre cinema e teatro. Seu vagabundo teria sido, segundo ele, o resultado final de um tipo que demorou anos para construir, burilado na medida em que ele via o que agradava o público. Chaplin deixa implícito ser um constante observador de si mesmo e do público que o vê. Diz frequentar as telas de exibição para conhecer a reação dos espectadores com relação a seus filmes. Como um ator de teatro, precisava dos aplausos do público, desesperando-se quando não os recebia. A atitude denuncia a formação que Chaplin tivera como artista. Sublinha, também, características que depois serão fundamentais para o estabelecimento do cinema como uma das mais rentáveis indústrias dos EUA a partir de fins dos anos de 1910: a construção de tipos facilmente reconhecíveis, compreendidos pelos espectadores de todas as classes sociais; o aspecto popularesco do veículo, uma das diversões mais baratas das cidades daqueles tempos; o estabelecimento do star system, que traçava relação de sinonímia entre o tipo posto em cena e o artista que o representava, fomentando a venda de ingressos, fotografias de stars e produtos por eles anunciados.
A consagração que Charlie Chaplin recebeu desde jovem - e durante toda sua carreira - e o fato de seus filmes se destacarem em meio aos milhões de quilômetros de películas produzidas entre os anos de 1910 e 1950, atestam, no entanto, que algo o diferenciava das centenas de estrelas da galáxia de Hollywood. Parece absurda a força que sua obra eminentemente silenciosa (apenas em “O grande ditador”, 1940, ele passou a usar o diálogo verbal em seus filmes) exerce até hoje em nossa sociedade tão faladeira e amiga das novidades. Só parece, já que as artimanhas aparentemente banais do vagabundo adorável são oriundas de uma série de escolhas cuidadosamente refletidas, de um esforço hercúleo para a transformação das experiências cotidianas em arte.
Chaplin era um perfeccionista. A trivia de Hollywood oferece informações curiosas a respeito: os milhares de metros de película inutilizados até que ele tivesse estabelecido as tomadas perfeitas para a montagem da (genial) dança dos pãezinhos da "Busca do Ouro" (1925); o fato de "Uma mulher de Paris" (1923) ter sido rodado linearmente, para o bem do realismo da ação, a despeito da vultosa quantia gasta na reconstrução dos cenários.
Ele era um poeta em meio aos burocratas da indústria do cinema. Este é um elemento chave que possibilitou a abrangência de sua obra e o trouxe, moderníssimo, até nós. Com o fim dos anos de 1910 terminou, para si, o tempo das produções de menor fôlego (algumas especialmente bem cuidadas, como "Vida de cachorro", de 1919). O ano de 1920 trouxe-lhe a possibilidade de se juntar a Mary Pickford, Douglas Fairbanks (ator e atriz considerados então os queridinhos da América) e ao diretor D. W. Griffith na fundação da United Artists. O capital da empresa permitiu-lhe trabalhar na produção de seu primeiro longa metragem, "O Garoto" (1921), o qual lhe tomou um tempo muito maior do que as produções de Pickford e Fairbanks, porém, consolidou sua imagem e o tornou unanimidade entre o público e a crítica da época.

Os fundadores da United Artists: Mary Pickford, Griffith, Chaplin, Douglas Fairbanks

A crítica brasileira contemporânea à exibição de "O Garoto" - que reuni por acaso, à medida em que cursava as disciplinas do semestre passado - constata que o artista ecoava o anseio dos escritores modernistas de, através de um trabalho penoso e lento, transformar a inspiração numa “obra-de-arte, coletiva e funcional, mil vezes mais importante que o indivíduo” (palavras de Mário de Andrade). "O Garoto" antecede em 15 anos "Tempos Modernos". Porém, as preocupações de Chaplin permanecem as mesmas. Por isso ele segue admirado pelo público, pelos escritores modernistas brasileiros e pelas vanguardas cinematográficas europeias. Não se trata da defesa da repetição de fórmulas velhas. O tipo construído pelo artista britânico captava a essência do homem moderno membro das classes desfavorecidas. O brasileiro Alberto Cavalcanti, pertencente ao grupo dos inovadores europeus e um dos pioneiros do documentário, diz:

O tipo que o próprio Chaplin representa de preferência é o símbolo do homem universal que viveu entre as duas grandes guerras, vítima de todas as injustiças sociais que, no entanto, não conseguiram abatê-lo. (...). O homem simples de todos os povos e de todas as raças sente-se nele retratado, porque, na sua aparente fragilidade, Chaplin simboliza a sua resistência inata e indomável às condições precárias de vida de nosso tempo.

Não é por acaso que encontramos, na produção dos vanguardistas, ecos da filmografia de Chaplin. Um exemplo saboroso desse aproveitamento está na “Voyage Imaginaire” (1925) de René Clair, obra que flerta com a psicanálise (que então começava a ser vulgarizada) ao postular o caráter liberador do sonho. Nela, o mocinho tímido apenas se descobre capaz de lutar pela jovem que ama depois de passar por uma série de aventuras que culminam num museu de cera onde ele é ajudado pelos bonecos de cera de Chaplin e do Garoto, que magicamente ganham vida à meia noite (alguém está se lembrando de “Uma noite no Museu”? “Voyage imaginaire" é infinitamente melhor).


Chaplin e o Garoto, ainda figuras de cera



O caráter catártico da obra de Chaplin está patente no filme de Clair, cujo final recupera uma tópica das fitas do vagabundo: a partida do personagem, captado por uma câmera estática à medida em que ele se afasta da audiência, emocionada mas convencida de que ele voltaria outra vez porque, mais do que um homem, ele é um símbolo.

Última cena de “Voyage Imaginaire”

O trecho em itálico não é meu, mas de Alberto Cavalcanti, e ele não se refere especificamente ao vagabundo de “Tempos Modernos” – o qual deixa a cena de braços dados com Paulette Goddard enquanto soa “Smile” (canção que também é obra sua) - mas sim a "Monsieur Verdoux" (1947). Vê-se, portanto, que Chaplin fez dessa partida uma constante do seu personagem, que àquela altura era tão simbólico para a cultura ocidental quanto o Pierrot da Commedia del Arte (apenas para repetir a constatação da crítica). Ao tomá-la, Clair retoma pelo menos outras duas produções anteriores de Chaplin, “O Vagabundo” (1915) , "The Pilgrim (1923) e “O circo” (1928), traçando uma ponte entre a supostamente hermética vanguarda e o popular cinema de Hollywood.

A influência, todavia, foi de mão dupla, já que “Tempos Modernos” claramente recebeu influência de uma película de Clair denominada “A nous la liberté” (1931) – ao ponto de ter sido considerado por alguns uma paródia ao filme! Aliás, preciso aqui agradecer à minha orientadora Miriam Gárate, sem a qual eu nada saberia desse desdobramento da história. Para quem tiver interesse, o filme é facilmente baixado pelo Torrent. Eu obviamente que tive. Vendo-o, qual não foi a minha surpresa ao encontrar uma comédia musical que deslizava de modo adorável da canção para a declamação rimada, tocando raramente o diálogo prosaico. O enredo trabalha o mesmo tema: a desumanização que a tecnologia fomenta. Porém, por um viés diferente: aqui é contada a história de um ex-presidiário que incidentemente é envolvido na massa que principiará a trabalhar numa empresa de fonógrafos, tornando-se também ele um funcionário. A música que costura o filme surge como uma exigência bem humorada do roteiro, que brinca com o paradoxo da situação: um homem se vê destituído de sua liberdade enquanto cria diversão para os outros.



À nous la liberté (1931)

Modern Times (1936)

A tão desejada liberté é alcançada no final do filme, quando o homem deixa de ser joguete da máquina e passa a dominá-la, podendo, enfim, desfrutar do seu tempo livre. E mais, apaga-se o fosso que separa patrão e empregado: ambos dão as mãos e cantam felizes a canção título depois de a empresa ser dividida entre os trabalhadores, que passam assim a dominar plenamente sua força de trabalho. O fecho de “Tempos Modernos” não repousa nessa questão. Nele, o “capitalismo selvagem” da sociedade industrial é tomado como um caminho sem volta. Às personagens que desejavam a liberdade restava a fuga.

O patrão e o empregado de “À nous la liberté”, agora unidos, seguirão por aquele mesmo caminho eternizado por Chaplin.

O trabalho diferenciado com a banda sonora é outra característica que aproxima Clair e Chaplin. Disse no início que o cineasta apenas começou a se utilizar sistematicamente dos diálogos em prosa no começo dos anos 40. Isso porque, como bem aponta Cavalcanti, Chaplin sabia que o uso dramático do som não devia se reduzir à palavra falada. A prosa foi o último elemento que o artista levou para seus filmes. Contudo, o desenvolvimento do som, que possibilitou a gravação do mesmo na película, foi fundamental para sua arte, pois permitiu que ele sincronizasse os efeitos sonoros à ação de forma a potencializá-la.
Charlie Chaplin era um artista completo – isso é chavão, mas não custa insistir. Basta uma vista d’olhos nos seus longas-metragens para notar que seu nome invariavelmente domina os créditos: ele dirigia, atuava, roteirizava, compunha a trilha sonora e produzia. Isso o torna único na indústria dos primeiros tempos, quando o trabalho era diluído, nunca se sabendo ao certo quem fazia o quê. Esse controle total sem dúvida foi o responsável por ele criar uma obra incrivelmente densa que, apesar da inovação tecnológica, permanece ainda hoje como o que de melhor se produziu no campo cinematográfico.
O sucesso que esse genial criador conseguiu desde logo entre público e crítica vem de sua habilidade de trabalhar cinematograficamente com os elementos que dominava desde que atuava nos palcos londrinos. A pantomima, o melodrama e o vaudeville, gêneros populares, são por ele destilados para que surjam, diante das câmeras, numa pureza desconcertante que apenas transmite o essencial. Chaplin emprestou aos seus longas-metragens a estrutura do gênero melodramático e do vaudeville, misturando cenas dramáticas e cômicas. Todavia, nunca em seus filmes uma cena cômica interrompe abruptamente a ação, aparecendo apenas para distender o público. Ao contrário, o artista sabia transitar com maestria da comédia para o drama, levando o espectador pela mão até gerar nele a emoção estética - estou me lembrando que, meses atrás, falei algo muito semelhante da Judy Garland, tão feiticeira quanto Carlitos por esse mesmo motivo. Um exemplo perfeito disso encontramos nos minutos finais de "Tempos Modernos", quando a personagem de Chaplin e a de Paulette veem-se obrigadas a interromper sua entusiasmada apresentação no café-concerto para empreenderem uma dramática fuga da polícia. Eles escapam, no entanto, aparentemente apenas para despencarem na existência de penúria da qual haviam acabado de sair. Porém, os símbolos apresentados imediatamente após o fade out apontam que a esperança subsiste ao desespero: amanhece o dia e descortina-se o horizonte, imagem substituída pelo plano do casal de fugitivos e por um primeiro plano da jovem que chora, seguida do plano do rapaz que se arruma, assobiando. Enquanto isso, a banda sonora reconstrói, no plano musical, a atmosfera agridoce apresentada pelo plano visual. A jovem, que havia desistido de lutar, é contagiada pela alegria de viver do amigo e segue com ele rumo ao desconhecido.

“Smile...”

A letra e a música de "Smile" metaforizam cabalmente a persona artística de Chaplin. Ninguém como ele entendeu como dor e alegria se misturam na vivência cotidiana: como se uma gota de sofrimento estivesse sempre guardada no final do riso. Por isso, "Smile" aproveita-se dos violinos e de um tempo lento e torturado para cantar a necessidade de se buscar a alegria na dor: Smile, though your heart is aching. (...). Light up your face with gladness. Hide every trace of sadness. Although a tear maybe ever so near. That's the time you must keep on trying. Smile, what's the use of crying. You'll find that life is still worthwhile. If you just smile.


Queria terminar o texto com um vídeo de Judy Garland cantando "Smile". Judy sabia bem o que era rir das desditas - talvez seja por isso que ela interpreta a canção de modo tão maravilhoso, com um riso no rosto e lágrimas na voz.



*
Meus agradecimentos àqueles que votaram na enquete. O resultado, como supus, foi apertado: todos os filmes de Chaplin receberam votos, sendo que "Luzes da Ribalta" e "Tempos Modernos" ficaram, respectivamente, com 27% e 47% da preferência dos leitores.

19 comentários:

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, que post! Você escreve maravilhosamente bem. É uma delícia navegar nos seus textos.
Fiquei impressionado com a conexão de TEMPOS MODERNOS com o filme de René Clair (que tenho, mas ainda não assisti).
Palmas!
Beijão

www.ofalcaomaltes.blogspot.com


- Já escolheu os filmes, além dos de Rooney?

Danielle disse...

Antonio, nem sei o que dizer das suas palavras. Obrigada, querido! Fico feliz que você tenha gastado tempo lendo-o e gostado do texto. Pra mim ele desde já é especial, pois, embora eu assista aos filmes do Chaplin desde adolescente, só agora estou encontrando ferramentas para analisar criticamente a relevância de sua obra na história do cinema. Quando o "Á nous la liberté", você precisa vê-lo! É adorável! Revi muitasw passagens dele enquanto escrevia o post e separava os fotogramas. O Voyage Imaginaire é outro must do Clair.

Bjinhos
Dani

PS: Já já te mando a listinha de filmes!

Edison Eduardo d:-) disse...

Oi, Dani... Que alegria de postagem!!!! Pena que não cheguei a tempo para a votação do filme do Chaplin para uma próxima blogada... Votaria em O GAROTO sem dúvida... Sabe? meu pai era fãzão do Carlitos!!!! E quando eu era pequeno, assisti a vários filmes dele em SUPER 8 (hj nem existe mais!)!!! Eu não entndia muita coisa e achava que o Carlitos e Charles Chaplin eram a mesma pessoa... Há pouco tempo, rolou um festival de Chaplin aqui no ODEON (depois da reforma ficou LINDO!) e eu fiz questão de assitir ao Chaplin na telona, me imaginando naqueles tempos!!! Na ocasião, vi "O Grande Ditador" de 1941 e sai do cine encantado com o passeio a outra época... Minha listinha de filmes a assistir só cresce com suas ótimas indicações... Um bjão!!!!

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, ando pensando numa conexão de comentários entre blogueiros que admiramos. Seria uma forma de incentivar o intercâmbio de idéias, favorecendo a blogsfera cinéfila. A cada post seu eu faria um comentário, e vice-versa. Sempre com sinceridade. O que acha? Vamos iniciar?
Abraço bom,

www.ofalcaomaltes.blogspot.com

Danielle disse...

Olá, meninos.

Edison, que pena você não participou da enquete!! O pário ficou quase empatado entre Tempos Modernos e Luzes da Ribalta. Eu, pra falar a verdade, teria muita dificuldade em decidir, por isso deixei essa obrigação pros leitores do blog! Agora, fiquei com inveja por você ter visto Chaplin no Odeon. Esse cinema tem história... nele só vi O bem amado, que não é lá essas coisas. E, além do mais, ver esses clássicos no cinema é outra coisa.

Antonio, adorei sua ideia! Como estou sem net, vou copiar no pendrive seus últimos posts (você é super produtivo - fico chateada de não conseguir me manter em dia contigo!).

Bjs e até logo
Dani

Cinema Clássico disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Cinema Clássico disse...

Danielle, seu blog é simplesmente fabuloso! Muito rico o trabalho que você desenvolve, com seus textos.
Já estou te acompanhando.
Um abraço
Dani

Webston Moura disse...

Cara Danielle, teu blog é ótimo! Conheci-o há pouco tempo e já gostei de cara. Passearei por aqui sempre que puder. Siga em frente! Abraços.

Danielle disse...

Cinema Clássico, Webston, vocês são muito gentis! Passem mesmo por aqui sempre que puderem!

Abss e até logo
Dani

Danilo Ator disse...

Danielle, o motivo de ninguém antes de você ter comentado meu post do filme A origem é que mesmo elogiando alguns aspectos do filme, eu não poderia deixar de reconhecer os pontos negativos dele, e esse filme tem uma enorme legião de admiradores que não toleram críticas negativas a ele.

Quanto a Tempos Modernos, você mais uma vez deu uma aula de como comentar um filme, indo além do assunto principal, nos dando várias outras informações valiosas. Chaplin sempre foi um visionário; acho-o moderno até hoje; gênio é gênio. E o melhor de tudo é que sua especialidade era a comédia, o humor, o que faz que sua obra nos delicie ao mesmo tempo que nos abre os olhos para questões importantes e ainda atuais. Tempos Modernos é uma obra-prima sem dúvida, por isso não cansamos de revê-lo.

Danielle disse...

Oie, Danilo!

Você, como sempre, sendo tão generoso com o que escrevo. Fico muito feliz!

Sobre sua resenha da Origem, entendo bem o que você diz. Muitas pessoas levam análises críticas pelo lado pessoal, como se, ao criticarmos o que gostam, estivéssemos criticando elas próprias. Uma pena isso. Na minha opinião, ler análises conflitantes sobre nosso objeto de admiração só melhora nossa compreensão deles. Além do mais, cada um tem senso crítico para saber o que vai comprar oou não do conjunto das coisas que lê.

Sobre Chaplin, é notável como ele permanece atual. Ele soube ler as contradições de sua época (da nossa época) como ninguém.

Bjos e até a próxima!
Dani

Marcia disse...

Amei esse post Dani!!!
Chaplin é meu preferido...
Parabéns.

Danielle disse...

Obrigada, querida!

Anônimo disse...

Quais são as questões sociais e organizacionais, apontadas no filme, que são mais importantes e por quê? O que, para você, parece ser mais atual neste contexto? Como você avalia o filme frente o movimento tecnológico e social promovido pela revolução industrial, levando em conta a contribuição do pensamento de Taylor, Ford e Fayol, na conduta e atuação do ser humano?

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Anônimo.

Primeiro, gostaria de saber quem você é.
Sobre seus questionamentos, acredito que parte dela esteja posta no texto. Infelizmente não posso responder as questões que tocam Ford e cia. Que tal você tentar fazer isso? Terei o maior prazer em lê-lo!

Danielle

Anônimo disse...

Dani,que blogada Sensacional! Seus textos são perfeitos! Entre os filmes de Chaplin Tempos Modernos, O Garoto e Smile são sensacionais! tive a oportunidade de assistir aos três. Mas o que me marcou foi Smile que focava um paradoxo entre a alegria e a dor na qual dava em sim um mistura na vivencia Cotidiana de um modo tão sútil e emocionante. A busca constante entre a alegria e a dor se misturavam e a fusão de tudo isso era um sorriso guardado.
Nós também no cotidiano buscamos cessantemente a alegria e felicidades mesmo em meio a dor!

Dani querida, enorme beijo, viu!
Amo suas resenhas, elas tem me ajudando muito nestes momentos de correria!
com carinho!
Renata Fernanda

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Renata.

Querida, obrigada dinovo pelas palavras tão generosas(eu estou ficando pink por aqui...). Fico feliz que tenha gostado do texto, que está longe de ser perfeito.
Amo o Chaplin. Mesmo tão "quietinho" ele é um dos artistas que mais tem a nos ensinar, sobre o cinema e sobre a vida.

Bjs e inté
Dani

Rubi disse...

Quanto tempo! (sem comentar, pois visito teu blog todos os dias) E apesar dos textos mais novos, não pude deixar de dar uma olhada neste do Charlie Chaplin. Quando assisti esse filme, estava com um amigo meu, que inclusive não parava de rir. Eu, no entanto, fiquei séria do começo ao fim. Ou eu sou muito chata ou mei amigo é muito bobo HAHA mas enfim. Acho genial a ideia dessa produção; assim como Metropolis do Fritz Lang. Incrível que mesmo naquela época os diretores já imaginavam o que estaria por vir e quer queira quer não, vivemos numa época em que as máquinas estão nos dominando. E nós, trabalhando a cada dia mais. Enfim.

Desconhecia este outro filme de 1931 que citou no texto. Preciso assisti-lo o quanto antes. É sempre muito agradável vir ao seu blog; seus textos são incríveis.

Até mais!
Apareça quando puder!

Danielle Carvalho disse...

Oi, Rubi.

Adorei seu comentário!
Primeiro quero te agradecer pelas palavras carinhosas referentes ao blog. E também te convidar pra ver "À nous la liberté", que além de ser lindo filme, é um incrível passaporte para a entrada no universo de René Clair.
Vejo "Tempos Modernos" desde menina e sempre percorro com ele todo o escopo que vai da gargalhada às lágrimas. Você tem toda razão sobre esse ser um filme sério travestido de comédia; e ainda sobre ele ser um filme profético, que anuncia de modo brilhante o protagonismo que a tecnologia ocupa hoje na nossa sociedade. Que danado esse Chaplin, não?

Bjs e obrigada pelas visitas e pela opinião sobre o filme.
Dani