quinta-feira, 24 de maio de 2012

O filme mais belo do mundo: “Aurora” (1927)

Na história do cinema, pouca gente esteve tão inspirada quanto Murnau quando ele rodou “Sunrise: a song of two humans”, inconteste obra-prima da Sétima Arte e, na opinião abalizada de Truffaut, “o filme mais belo do mundo”. 
F. W. Murnau nasceu na Alemanha, onde erigiu praticamente toda a sua carreira. Lá criou o legendário “Nosferatu” (1922), filme de terror que faz competente uso da estética expressionista. Lá dirigiu o grande Emil Jannings (o leitor lembrará dele na pele do sisudo professor de colégio enredado por Marlene Dietrich no “Anjo Azul”, de 1930) em outros dois clássicos, “A última gargalhada” (1924) e “O Tartufo” (1925), impondo-se entre público e crítica por sua grande capacidade criativa – “A última gargalhada” foi sucesso de bilheteria, malgrado toda a inovação técnica que arrolava. O êxito na terra natal abriu-lhe as portas da cinematografia norte-americana, que à época caçava talentos ao redor do mundo, pagando-lhes regiamente. “Aurora” foi o primeiro filme do artista rodado na “Meca do Cinema”.
Em Hollywood, Murnau teve liberdade como poucos diretores de seu tempo. Mais ainda, pôde usar como protagonista o rosto mais emblemático da cinematografia norte-americana, Janet Gaynor, se não a atriz mais bela, ao menos aquela que mais perfeitamente simbolizava os ideais americanos de pureza, bondade e amor desinteressado. A principal personagem masculina do filme é George O’Brien, que fizera fama como protagonista de westerns de John Ford e acabara de co-protagonizar com Gaynor “The Blue Eagle” (1926). O roteiro foi produzido a partir de história de Hermann Sudermann, que também em 1926 vira o sucesso estrondoso de “Flesh and the Devil", adaptação protagonizada por Greta Garbo e John Gilbert de sua novela “The undying past”. A empreitada, que estava fadada ao sucesso, experimentou reações frias por parte da crítica e do público. Mas isso não é de se estranhar. O filme era bom demais para o espectador da época.  
“Aurora” é, ainda hoje, bom demais pra ser verdade. O que mais me surpreende na obra – ela toda surpreendente – é a genialidade com que o diretor conseguiu trabalhar o gênero melodramático. Desde “A última gargalhada”, Murnau provara a capacidade de trabalhar com originalidade o melodrama. Aquele filme entraria para a História desta arte como o primeiro feature (quase) sem intertítulos, o primeiro a conseguir, segundo a crítica contemporânea, contar uma história sem precisar recorrer a outros gêneros artísticos, como a literatura ou o teatro. O que a crítica não viu - ou pelo menos até onde eu sei não viu -, é como o enredo de “A última gargalhada” está impregnado de literatura e teatro. A câmera fluida de Murnau e sua decupagem cuidadosa só conseguem se fazer compreensíveis porque a história daquele velho porteiro de hotel, tão cioso de si a ponto de experimentar o declínio moral e físico depois de se ver destituído do emprego e, portanto, do uniforme que lhe conferia prestígio entre os visinhos, já fora tomado como tema por escritores do calibre de Gogol (O Capote) e Machado de Assis (O Espelho). 
Antes do cinema, coube não só à literatura dar carne aos fantasmas do homem, como também ao teatro. Se algo competiu com o cinema no que toca ao amor das plateias, foi o melodrama teatral, popular por natureza no que toca à temática e à preocupação social. Os personagens de “A última gargalhada” dividem-se em polos positivos e negativos: o velho porteiro, magnificamente composto por Jannings como um misto de bondade, simpatia, hombridade e amor paternal, perde injustamente o emprego e com ele o respeito dos amigos, e ao final, depois de ter de volta um posto de honra na sociedade, enceta uma cena catártica de glutonaria – em que metaforicamente reingere, com a comida, o respeito outrora perdido. Os episódios encenados pertencem também à poética do melodrama: o homem que luta para sobreviver às imposições da ordem social; a bela e frágil mocinha casadoira, que periga ser carregada de trambolhão para a sarjeta, junto do pai, quando os conhecidos descobrem que ele virou um zé-ninguém. A originalidade de Murnau está não em ter escapado ao gênero, nas em ter conseguido encontrar soluções cinematográficas para esse feixe de temas, reduzindo o texto escrito ao mínimo. 
Elenco e equipe artística de "Aurora". Murnau está sentado à direita, ao lado de Janet Gaynor.
Revista Cinearte, Rio de Janeiro, 4 mai. 1927

O diretor continua a perseguir esses mesmos objetivos nos Estados Unidos, onde o orçamento da Fox Films lhe permite depurá-los à perfeição. Sua inclinação ao melodrama subsiste em “Aurora”. Mas naquele mundo em que dramalhões multiplicavam-se, sua obra brilha como joia lapidada em meio à bijuteria barata. É verdade que o ano de 1927 viu nascer grandes filmes, mas boa parte do que a indústria do cinema produzia entrava no esquema “boy meets girl/ boy faces danger/ boy gets girl”. Murnau chacoalha a estrutura consolidada (ordem social estabelecida  rompimento na ordem — reestabelecimento da ordem) e bota em choque episódios da vida de um casal: 
This song of the Man and his Wife 
is of no place and every place: 
you might hear it anywhere at any time. 
For wherever the sun rises 
and sets in the city's turmoil or 
under the open sky on the farm 
life is much the same: 
sometimes bitter, sometimes sweet 

O homem e a mulher não têm nome: dão corpo a todos os indivíduos cujas alegrias e tristezas desenrolam-se sob o sol. O sol que se põe abre a narrativa, que se fechará quando ele novamente nascer. A poética do melodrama dá aqui mãos à da tragédia. Uma vamp – algo tão Sudermann e tão anos 20... – é responsável pelo rompimento da ordem. Ela é uma das variantes da Felicitas de Garbo: enreda o homem indefeso, prende-o em suas garras. A esposa, na sua fragilidade de mulher-menina, é impotente frente à ordem das coisas. Melodrama, mas também tragédia: a mão do marido (= o chefe de família, o todo-poderoso) aparece de certa forma atrelada aqui à mão do destino – a mulher fatal arquetípica é antes de tudo uma força da natureza, indomável. E, porque não? A própria sociedade patriarcal não era o destino da mulher daquele tempo – ainda mais da mocinha camponesa, casada quase menina? A vamp induzirá seu homem ao crime para que ela o tenha inteiro. A jovem esposa nada pode fazer além de implorar pela vida. É desse percurso da fuga da ordem ao seu reestabelecimento que trata o filme. 
Porém, ao preferir concentrar-se em episódios ao invés de desenrolar uma narrativa convencional, “Aurora” consegue um poder de concentração raro na época. A escolha de Murnau foi vista de modo controvertido pela crítica, acostumada demais à estrutura realista para se deixar prender às reviravoltas surpreendentes encenadas no filme. O conflito entre pontos de vista foi encenado por aqui nas páginas da revista “O Fan” (1928), os membros do Chaplin-Club divididos entre o repúdio e o elogio irrestrito à obra. A leitura dos dois lados da contenda mostra coisas interessantes: de um lado, como a crítica cinematográfica estava desenvolvida naquele fim de anos 20; de outro, como as teorias dos cineastas russos foram tomados de modo enviesado entre nós. Em sua sede por enquadramentos originais e pela eliminação de intertítulos, os críticos deixaram de lado a própria materialidade do filme de Murnau. Não perceberam como, por exemplo, ele elevava o melodrama ao articulá-lo à música e à poesia. 

“Aurora” foi lançado um mês depois de “The Jazz Singer”, da Warner, o primeiro filme falado. É um filme silencioso, mas foi o primeiro da Fox a ter sua banda sonora em Movietone, ou seja, impressa junto à película. A música tem papel preponderante em “Aurora”, expresso desde seu subtítulo, não só por embeber a alma do espectador – papel usual da música no cinema, que o piano ao vivo já supria bem – mas também porque exerce função intelectual no filme. 
 A música tem em “Aurora” um papel dialético análogo ao da montagem. No plano sonoro, os leitmotiven apresentam e acompanham as personagens, aprofundando suas subjetividades: repare o leitor na riqueza da música do parque de diversões, em que o tema lírico mistura-se e se choca às canções da moda, ao som incidental e ao tema trágico, prenunciando-o. No plano imagético, é igualmente a noção de choque que impera nas montagens paralelas: a mulher-mãe que abraça a criança enquanto o homem-macho abraça a amante; a mulher-dona de casa alimenta as galinhas enquanto o homem sente as mãos da vamp a apertarem-no, impregnada que ela estava em seu corpo e alma. Murnau adere, assim, à mais literal noção de melodrama: “obra dramática cujo texto é acompanhado de música instrumental.” Ou neste caso, obra visual acompanhada de uma música instrumental que estende seus domínios às cenas e aos textos dos intertítulos. 
“Aurora” é todo ele musical. Dos poucos intertítulos do filme, apenas alguns são explicativos. Do mesmo modo como os enquadramentos e a decupagem multiplicam os pontos de vista, construindo em profundidade a alma atormentada do marido e o desespero da jovem esposa abandonada e daqueles que a amam, os intertítulos servem de eco à dor funda dos personagens e do narrador – que acaba impregnado da tristeza deles: 
 “They used to be like children, carefree... always happy and laughing... 
They used to be like children, carefree... always happy and laughing...” 
 “Don't be afraid of me! 
Don't be afraid of me!” 
Intertítulos como esses não ajudam a alavancar a ação. São uma espécie de mantra. E multiplicam-se: no plano da imagem, por meio do encadeamento das cenas, e no âmbito sonoro, pelo desenvolvimento dos temas. É o melodrama arquetípico, e do mais alto nível.
A repetição quase infantil de frases abre uma espécie de dimensão religiosa para a história, que se desenvolve nas analogias que a imagem traça entre a personagem da jovem mãe e a da Virgem Maria, a grande mãe do cristianismo. A analogia é explícita ao final, no primeiro plano daquele rosto comovente de Janet Gaynor, os cabelos louros envoltos num xale e banhada de claridade. Mas tais analogias aparecem ao longo do filme. Nos sinos, por exemplo, que entremeiam a oração da jovem no barco e o arrependimento do marido, conduzindo depois o casal já apaziguado para a igreja na qual, por meio de um processo de projeção, novamente tomarão a benção matrimonial. 
Murnau trabalha essa dimensão religiosa por meio da estética expressionista, na qual ele já se mostrara mestre. A divisão entre dia e noite ganha uma dimensão simbólica que será repetida nas sombras negras que abraçam o casal de amante e persegue o corpo do homem consumido pela culpa. A luz para a vida do casal será trazida pela mesma cidade grande de onde viera a vamp, ruptura com a dicotomia gasta que toma o campo como o lugar da paz e a cidade como o antro da perdição. A mesma cidade devoradora do princípio torna-se a cidade iluminada onde o amor transforma as ruas em campos floridos, prova de que a beleza está nos olhos e no coração de quem vê. 
Tragédia e melodrama convivem durante todo o tempo, mas é a lógica do melodrama que felizmente prevalece – felizmente para quem, como eu, se apaixonou pelas personagens. Pode-se dizer que com isso Murnau rendeu-se ao status quo? Acho que não. Cada vez que revejo o filme, acredito com mais força que na aparente simplicidade de sua trama esconde-se a sua eternidade. “A Mulher” e “O Homem” de Janet Gaynor e George O’Brien somos cada um de nós, obrigados a mastigar doçuras e amargores, esperando que no final prevaleça a aurora. 
Dois anos mais tarde, na primeira cerimônia de entrega do Oscar, “Sunrise: a song of two humans” receberia a justa aclamação da crítica. Ganhou o prêmio de “Melhor Cinematografia” e, pela única vez na história do cinema, o prêmio de “Melhor filme: produção única e artística”. Janet, que acumulou indicações por este filme e outros dois (“Seventh Heaven”, de 27, e “Street Angel”, de 28), foi a primeira atriz a levar para casa uma estatueta. Merecidíssima.

36 comentários:

As Tertulías disse...

Dani.... que maravilha. TENHO que ver... como o consigo???? Em DVD (nao sei baixar nada da Internet!).
Tell me!!!!!!!!

As Tertulías disse...

P.S. Voce me aparece com cada tesouro... eu desconhecia este filme por completo - nunca tinha ouvido falar... Vou fazer uma séria "Danielle Crepaldi & as pérolas do Cinema"!!!!!!!!!!!

disse...

Dani, que vergonha! Ainda não vi esta obra-prima, mas pretendo consertar essa falha durante as férias.
Adoro a Janet Gaynor. Achei a voz dela meio irritante no começo de Nasce uma Estrela, mas fui me acostumando e me deixando levar pelo talento da atriz. Uma fofa.
Beijos!

Danielle Carvalho disse...

Queridos, este filme é absolutamente um must see. Assino embaixo do que disse Truffaut...

Lê, acho a Janet Gaynor uma das grandes do cinema silencioso. Nesta época ela só era pário para a Lillian Gish e para a Greta Garbo, na minha opinião. Você já viu "Seventh Heaven"? É um dos filmes mais adoráveis que eu já vi. Eu também tive um problema com "Nasce uma estrela". É que o som demorou um pouco para ser uniformizado. Todas as estrelas da época parecem meio esganiçadas...

Ricardo, o filme está à venda aqui no Brasil e também no estrangeiro. Na Amazon americana há cópias dele até em blu-ray, mas caras. Por aqui há uma ótima edição da Versátil, até com cenas que sobraram do final cut(!), e custa mais em conta.

E, gente, vejam-no! Correndo! Além de ser uma coisa maravilhosa ele é uma aula de cinema. E depois me contem o que acharam!!!

Bjs
Dani

Devaneios disse...

Um dia espero ter todo seu conhecimento e escrever bem como você! Que maravilhosa crítica! Realmente este filme é belíssimo! Pena que Murnau não pode realizar muitos trabalhos pois morreu muito jovem.

Danielle Carvalho disse...

Bondade a sua, Devaneios! Obrigada!
Pois é, Murnau viveria uns poucos anos mais, apenas. Dos últimos filmes que fez, um muito comentado é "Tabu", que ainda preciso ver.

Abss
Danielle

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Um belo filme, poético e inovador. A Gaynor era muito carismática (mesmo com a estranha peruca que usa neste filme) e o Murnau um gênio. Sou apaixonado por FAUSTO e A ÚLTIMA GARGALHADA.

O Falcão Maltês

Danielle Carvalho disse...

A peruca loira é parte importante do mise-en-scène, Antonio! :D

Bjs
Dani

.. disse...

Gostei do seu post. Meu primeiro filme de Murnau foi Nosferatu no cinema, anos 80 e tbm o Fritz Lang com Metropolis do arranjador e produtor da cantora Donna Summer, o Giorgio Moroder, que muitos odeiam hahaha.
Confesso que tinha o Filme Aurora ha muito tempo, mas so ano passado 2011 que assisti pq as criticas falam da nova estética de cameras, que realmente é fabuloso no filme. Geralmente em filme mudo a camera fica parada num ponto, eu sei pq assisti muitos curtas de filmes mudo do D.W Griffith e longametragem da Paramount e MGM. A historia tem os elementos fundamentais do filme mudo da epoca: vamps, virgens e homem fraco. Ou seja, um Flesh and the Devil (1926) ''na roça'', Flesh tbm tem uns ângulos de câmera bastante movimentados, mas só nas cenas da musa MGM Greta Garbo, de resto as cenas sao paradas.
Sunrise ou Aurora, foi o primeiro filme que torci para a "virgem" tem final feliz, embora ela seja casada e tenha um filho, no filme faz uma apologia religiosa da personagem, como se ela fosse a virgem Maria, coisa comum em filme mudo, vamp era coisa do capeta, mulher certinha era imaculada. Em Faust 1926 mostra a luta entre Deus e o diabo :D
O diferencial ao filme Aurora em sem duvida sao os angulos de camera, nem em filme falado dos anos 30 e 40, voce vê uma camera tao dinamica e vibrante que da vida ao espetaculo da Setima Arte, o cinema de Murnau, que tbm revoluciona em A Ultima Gargalhada de 1924, com pouquissimas cartelas, diferente do Cecil De Mille nos filmes de sua musa Gloria Swanson, meu Deus é tao didatico que fica cansativo ler cartelas descrevendo a cena em exaustão.
Depois de tantas inovaçoes ao filme mudo, dizem que o ultimo filme Tabu 1931 (que eu nao assisti), Murnau muda toda a estetica cenica, que marcou seus filmes mudos.
Murnau foi um diretor a frente do seu tempo, e se voce achar uma coleçao desse diretor, nao pense 2 vezes, compre, pq Murnau e Fritz Lang sao 2 diretores Expressionistas que deram vida nova a Sétima Arte.

.. disse...

Foi o primeiro filme mudo que saiu em formato Blu-ray, pq será ??
No titulo do seu artigo esta a resposta, Bjs Cris.

Danielle Carvalho disse...

Cris, eu amo trocar contigo figurinhas sobre o cinema mudo, porque você sabe tanto sobre ele!! Já te disse que foi fundamentalmente você que me empolgou a curtir a produção da época e a pensar mais no assunto?

Você tem toda razão sobre a câmera de Murnau, "dinâmica e vibrante que da vida ao espetáculo da Sétima Arte" - linda definição! Ele e De Mille eram diferentes no que tocava ao trabalho com a câmera, embora as temáticas se aproximassem. Clarence Brown era outro mago na introdução no cinema disso que lhe é tão primordial: o movimento. Também acho "Flesh and the Devil" uma obra prima, e por causa da voz que ele dá à câmera.

Agora, mesmo adorando o trio Garbo-Gilbert-Brown, não tenho como não considerar "Sunrise" um caso à parte na história da sétima arte. É verdade mesmo que a dicotomia bom-mau emerge no filme, bem como as alegorias da mulher demônio e mulher anjo. Mas com que beleza isso não acontece? E, depois, não dá pra apartar nossa civilização do cristianismo, que ainda hoje tem um peso imenso (agora pelas mãos dos grupos Evangélicos). O filme faz a gênese desse pensamento, creio; toca o cerne da nossa cultura, já que a religião a define (define mesmo aqueles que a negam...).

Ah, minha amiga, volta aqui mais vezes!

Bjs
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, você tem "Hedda Gabler" e "The Human Voice"? E os filmes suecos de Ingrid? Vamos fazer uma troca? Adorei a dica de NINA.
Beijos

Danielle Carvalho disse...

Tenho sim, Antonio! Hedda Gabler eu comprei original faz uns anos. Está sem legenda alguma, tem problema? The Human voice é baixado. Posso fuçar a net se há algum arquivo de legenda disponível e embuto no arquivo pra você, senão gravo o filme sem legenda, mesmo. Ambos são ótimos, você vai gostar! Logo que a correria diminuir um pouco por aqui, mando-os pra você.

Bjs
Dani

PS: O arquivo de Nina está funcionando muito bem. Dê uma olhada!

Gabriel França disse...

Desde que vi nosferatu, fiquei morrendo de vontade de assistir esse filme, mais ainda depois de ler sua matéria!

Adorei seu blog, Danielle, gostaria de fazer uma parceria com o meu?? Aguardo sua resposta!

http://monteolimpoblog.blogspot.com.br/

Danielle Carvalho disse...

Olá, Gabriel. Tudo bom?

Muito obrigada! Fico feliz de ter te inspirado a ver o filme.
Estive dando uma espiada no seu blog e gostei muito. Vou segui-lo e lincá-lo aqui!

Abraços
Dani

Gabriel França disse...

Obrigado, Dani. Seu blog também já está lá.

Abraço.

Anônimo disse...

Concordo que "Sunrise" seja belissimo, mas nao podemos nos esquecer da fantastica, multifacetada, pioneira, genial Mary Pickford, em "Sparrows", (1926), dirigido pelo William Beaudine (mesmo que os dois tenham se desentendido durante as filmagens e nunca mais tenham trabalhado juntos...). Assisti este filme no teatro Dunn, do Pickford Center for Motion Picture Studies por ocasiao de restauro e comemoracao da obra. Divinoh! Confesso que euzinha tenha uma enorme dificuldade em declarar o "melhor" ou "mais belo" filme... sao tantos, caramba! Mas admiro quem possa faze-lo.;~) bjs a tdos, Luna.

Danielle Carvalho disse...

Olá, Luna!

Seus comentários, aqui e no artigo escrito pelo Chico, nos deixaram muito felizes! É ótimo debater com gente entendida de cinema. Sério que você viu Pickford na telona em L.A.? Infelizmente ainda não tive esse prazer.
Você tem razão quanto a dificuldade que é de se escolher um filme pra encabeçar a lista dos melhores. Acho "Sunrise" uma ótima opção, mas não sei se teria a assertividade de Truffaut para apontá-lo como o melhor. Não vi "Sparrows", ainda, o que é um absurdo (maior ainda porque o tenho baixado aqui faz tempo). Mary Pickford era genial e mereceria um post só pra ela, que vai ser escrito o quanto antes, pode deixar.

Obrigada pela visita, pelas palavras elogiosas ao blog e pela cobrança do nosso retorno! Diminuída um pouco a correria, eu volto (e também o Chico, que prometeu texto novo pra breve).

bjs
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Desculpe-me pelo sumiço. Estava enrolado com o lançamento de dois livros.Mas já estou de volta! E vc, por onde andas?

O Falcão Maltês

disse...

Tem um selinho esperando por você em meu blog!
E volte a escrever logo, estou com saudades de seus textos!
Beijos!

Danielle Carvalho disse...

Olá, Lê!

Obrigada, querida! Vou passar pra pegá-lo agora mesmo. Obrigada também pela cobrança de retorno. Agora que as coisas acalmaram um pouco por aqui vou conseguir atualizar o blog com mais frequência.

Bjs e até mais!
Dani

Ricardo José disse...

https://www.youtube.com/watch?v=jTxzpHkJogY

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Ricardo José colocou acima um link para o youtube com o filme completo. Obrigada!

Anônimo disse...

Olá, eu gostei muito do seu site. tem conteúdo. Só acho que você merecia um layout melhor. Um site mais organizado e elaborado.

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Anônimo, preciso te dizer que sua mensagem me convenceu a mexer no layout do blog (coisa que a correria não me permitia fazer há anos...). Pelo menos mais organizado ele ficou... Obrigada pela leitura e pela dica!

Abraços
Danielle

Anônimo disse...

Ficou melhor sim seu blog. Você também me inspirou a ver Aurora e amei. Bem original e a atuação de Janet Gaynor está muito boa mesmo.Você gosta de documentários? Uma vez passou na cultura um sobre a Janet, muito bom. Bem como eu não peguei inteiro não vi se era realmente sobre ela, Hollywood ou sobre a Fox. Mas era muito bom. A principio me interessei mas não a ponto de ver algum de seus filmes, e outro dia sem querer achei seu blog e gostei muito. Obrigada pela dica!

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Olá!

Fico feliz com seu feedback, tanto sobre o layout do blog quanto sobre "Aurora". O filme é realmente excepcional; que bom saber que meu artigo sobre ele te inspirou a vê-lo. Gosto muito de documentários, mas nunca encontrei um da Janet Gaynor, infelizmente. Você não se lembra do nome dele? Há um filme dela dessa época, "Seventh Heaven" ("Sétimo Céu", para o caso de você encontrá-lo no Brasil - eu sugeriria baixá-lo da Internet, como eu fiz...). Sem contar que ela é a protagonista do primeiro "Nasce uma Estrela", que é imperdível e saiu à venda por aqui.

Abraços e até logo!
Danielle

Anônimo disse...

Oi Danielle. Puxa, eu procurei este documentário em todo o lugar, e não encontrei. Te falei que peguei no meio, e é claro que eu nunca iria encontrar, porque na verdade o documentário era sobre a Bette Davis. rsrs que horror, eu errei e errei feio. Mas tudo bem, o doc é bom mesmo assim. é que as histórias se parecem um pouco. Se você não assistiu vale a pena, fala sobre os Warner Bros. Vou assistir estes que você indicou por último. Obrigada!!

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Não se incomode, Anônimo (aliás, me diga seu nome pra eu poder me referir a você de modo apropriado!). Pululam filmes, documentários e afins das estrelas da era dourada do cinema; é fácil se confundir. Da Bette Davis eu tenho alguns arquivos. Preciso passar por eles de novo - os vi faz muito tempo, já - pra ver se localizo esse ao qual você se refere.
Depois me diga o que achou dos filmes que te recomendei, ok!

Abraços
Dani

Gabriela disse...

Bom esse é meu nome, não me identifiquei antes porque pensava que só tinha a opção para ter uma conta no google. E também porque escrevi enquanto estava no trabalho!rsr Ainda não vi os filmes porque os que tem no youtube estão ruim! Ainda preciso encontrá-los em outro lugar.Tentei baixar por um programa mas veio com uma dublagem em cima da fala.Ainda irei vê-los!

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Gabriela!

É ótimo ligar um nome à pessoa :D
Olha, Aurora e Nasce uma estrela há pra vender, então possivelmente também pra alugar. Mas esse e os outros você encontra pra baixar via Torrent (sites de busca como Monova e Bittorrent têm acervos grandes).

Bjs e boa sorte na busca
Danielle

Natalia disse...

Oi?
Assisti esse filme semana passada e fiquei encantada pela qualidade e referências que faz.várias cenas fizeram-me lembrar do Japão.A cena em que a amante caminha a passos curtos depois de tentar chamar a atenção do fazendeiro, no inicio do filme.O junco descendo o rio me lembrou um haicai clássico.No inverno o junco se quebra naturalmente e desce o rio.O inverno representa tristeza,solidão.O barco e as lanternas também lembram o Japão.O que você acha?Abs.

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Natalia!

Muito interessante o seu comentário. Nunca pensei em ler "Aurora" por este viés. Preciso revê-lo, mas pode fazer sentido. O cinema americano tinha atores japoneses importantes na época, fundamentais pra definir a estética naturalista da representação cinematográfica. Murnau já era um europeu em Hollywood, o que o ajudava a ter um olhar mais sensível à cultura estrangeira. Experimentou o expressionismo com Nosferatu e em Hollywood andou entre a estilização (com Fausto) e a criação de uma linguagem "realista" (A última gargalhada). Agora um esforço interessante seria pensar outros elementos que corroborem essa leitura sobre a influência da cultura japonesa no filme. Reveja-o e pense nisso, e escreva. É sempre legal sofisticarmos nossas leituras sobre o cinema e a confrontarmos com pontos de vistas diferentes.

Bjs!
Dani

Anônimo disse...

Tomei conhecimento deste filme através do Olavo de Carvalho. Ele fez uma análise do mesmo e esta análise está no seu livro "A Dialética Simbólica". O livro é uma reunião de vários textos de Olavo, incluindo também uma análise de "O Silêncio dos Inocentes". Detalhe : vou pegar o DVD na locadora e comprar o livro hoje. Olavo de Carvalho é sem dúvida o maior pensador brasileiro e pelas suas qualidades seu texto deve trazer muitas informações sobre o filme "Aurora".

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Olá!

Não conheço Olavo de Carvalho (boa dica, vou procurá-lo). Veja sim o filme, muito recomendado. Vale muito a pena ler e confrontar resenhas com as nossas impressões dos filmes que vemos.

Abraços e obrigada por comentar!
Danielle

M. Exenberger disse...

Assustador colocar Olavo como maior pensador do Brasil e autoridade máxima no tema.