segunda-feira, 11 de julho de 2011

“Sunset Boulevard”, Gloria Swanson e algumas notas sobre fama e ostracismo

“Crepúsculo dos Deuses” (1950) compõe um dos capítulos mais elucidativos do studio system hollywoodiano. Se, como thriller, ainda enreda o espectador contemporâneo que busca diversão – por sua sólida construção cinematográfica, pelo tratamento psicológico das personagens e pela surpreendente história de amor que acaba por definir o destino do protagonista – a atenção às suas nuances trará ao espectador um entendimento agudo da indústria do cinema. Isso fez com que a obra-prima de Billy Wilder colecionasse, desde seu lançamento, defensores ferrenhos e críticos contumazes. O diretor foi acusado por alguns de cuspir no prato que comeu, já que não economizou nas tintas para pintar a insânia da riquíssima ex-estrela de cinema, a qual, ao invés de conseguir um retorno triunfal ao écran, acaba por ganhar destaque nas páginas policiais das gazetas de Los Angeles.
Norma Desmond – magnificamente criada por Gloria Swanson, sem dúvida no papel de sua carreira – é metáfora dos stars que se deixavam possuir pelo mundo de faz-de-conta criado pela sétima arte. A mulher endinheirada e excêntrica, habitante de uma mansão no bairro que leva a alcunha de Sunset Boulevard – “bulevar do pôr-do-sol”, numa ácida referência à decadência de seu estrelato – faz remissão a tantas rainhas das telas que tiveram fim semelhante: riqueza e solidão. A cutilada na indústria do cinema é ainda mais incisiva porque o diretor escolhe uma grande estrela dos anos 20 para dar corpo à atriz louca – o que só faz ressaltar o lastro que sua história tem com a realidade.
Swanson foi uma das atrizes mais bem pagas, belas e badaladas de meados dos anos 10 até fim dos 20. Como Chaplin e Mary Pickford, começou nos curtas-metragens. Fez primeiramente slapstick comedy, mas cedo se descobriu moldada à comédia elegante com toques dramáticos. Àqueles que desejarem conhecer sua história, recomendo fortemente a Parte 6 do documentário “Hollywood: a celebration of the American silent film” (1980), que soma uma rememoração sucinta da trajetória da atriz ao depoimento dela e de seus contemporâneos sobre os tempos em que multidões jogavam-se aos seus pés.
É impressionante como a rememoração do passado pelos entrevistados no documentário se aproxima da reconstrução desse mundo feita por Wilder na película. Gloria relembra extasiada da recepção grandiosa que ganhou do povo de Los Angeles ao retornar da Europa em meados dos anos 20, casada com um nobre, depois de anos afastada da capital do cinema. Ela constata ter rapidamente percebido que a histeria coletiva devia-se mais ao lugar que a indústria do estrelismo lhe dera que ao seu valor como intérprete. Devemos, no entanto, olhar com cuidado para esse aguçado senso crítico, que parece ser produto da distância temporal. Outras vozes do documentário pintam uma mulher apegada a produtos de luxo e aos rótulos, ao ponto de comprar o mais caro dos automóveis com seu primeiro salário e, depois de casada, ordenar que seus conhecidos a chamassem de "Madame la Baronesse". Não é de se estranhar que, de tanto ser taxada como um ser de exceção, a atriz tenha, naquele momento, passado a se comportar como tal.

Gloria Swanson: bela e exótica na sequência de "Stage Struck" (1925) em que ela sonha ser Salomé

Norma Desmond é uma versão do que Gloria Swanson fora no auge do estrelato. Por certo é uma versão grotesca, porém, é isso o que dá envergadura crítica ao filme de Wilder. A semelhança entre a atriz e sua criação se estende para outros elementos da trama. Na película, Norma ensaia um revival com Cecil B. De Mille, seu diretor predileto. Gloria também voltava às telas depois de um longo período de ostracismo: desde seu malogrado “Queen Kelly” (1932), suas chances de atuar foram escasseando – “Crepúsculo dos Deuses” foi seu primeiro filme rodado em nove anos. De Mille, que desempenha a si mesmo no filme, teve tanta importância na trajetória de Swanson como na de sua personagem de “Crepúsculo dos Deuses”: ele tirara a atriz do slapstick e lhe vestira com figurinos fabulosos, dando-lhe o ar num só tempo de ingênua e de femme fatale que a tornou duradouro objeto de desejo do público – remeto quem estiver curioso para saber mais dessa fase ao post que escrevi sobre ela num passado pregresso...
O símile entre realidade e ficção se estende a outros personagens da trama. O roteirista boa pinta e com poucos escrúpulos Joe Gillis é desempenhado à perfeição por William Holden, que também via esmorecer seus anos dourados de galã. O mesmo se dá com Buster Keaton - já muito distante dos tempos áureos em que era comparado a Chaplin. No filme ele faz ponta como o ex-colega de profissão de Norma: era uma das “figuras de cera” – segundo o cínico Gillis – que jogavam carteado com ela. E, por fim, Max Von Mayeling – o ex-marido, ex-diretor e atual mordomo da atriz – é interpretado de modo igualmente perspicaz por Erich Von Stroheim, ninguém menos que o diretor responsável pela falência de Gloria Swanson e pelo malogro de “Queen Kelly”.

Foto publicitária do filme

O que poderia se resumir a um acerto de contas de stars decadentes com a indústria do cinema torna-se um dos maiores êxitos artísticos da era do star system. Se o conhecimento das referências permite ao espectador compreender mais profundamente a dimensão da crítica, seu desconhecimento em nada interfere na fruição da obra, competente nos mínimos detalhes. Billy Wilder, que além de comandar a batuta co-assina o roteiro, está em sua melhor forma. Dirigia desde 1942, data do sensacional “The major and the minor”, porém, roteirizava desde 1930. Apenas entre 39 e 45 co-escreveu três obras-primas da screwball comedy, “Midnight” e “Ninotchka” (1939) e “Ball of Fire” (1941), e o contundente drama "Farrapo humano" (1945) – o que significa que ele conhecia bastante bem tanto a carpintaria cinematográfica quanto os bastidores de Hollywood. A escalação dos artistas é sensacional não apenas pelo seu valor simbólico, mas porque cada um se encaixa perfeitamente nas exigências do roteiro.
William Holden mescla com competência charme e cinismo, introduzindo na mistura, no decorrer do filme, uma imprevista dose de romantismo que faz com que a gente se apiede do fim que acaba por levar – fim que conhecemos desde o princípio, já que é ele, morto, que nos narrará a história. A novata Nancy Olson se sai bem como a jovem roteirista responsável por fazer aflorar o lado íntegro da personagem de Holden. Stroheim aproveita seu físico robusto e rosto impassível para construir um personagem ambíguo: como um cão de guarda, permanece ao lado da mulher que ama, mesmo que para isso tenha de conviver com a presença do jovem amante dela.

Todavia, o filme pertence mesmo à Gloria Swanson. A atriz repete a mulher longilínea que envergava a moda exótica de Cecil B. De Mille, injetando na personagem a dose exata de insânia. Ainda bonita, comove como a mulher de meia idade que se submete a intensos tratamentos estéticos para novamente estrelar um feature – e ela quer ser “Salomé”, a jovem filha de Herodíades, o que a torna mais digna de piedade. Seu desejo é vão; Hollywood repudiava a velhice – ao menos no que tocava à sua constelação de estrelas. O ostracismo faz a atriz viver das glórias do passado. Revê os filmes de quando era jovem, junto do mordomo que lhe insufla o ego e do jovem amante roteirista que, em troco de boa casa e comida, pretexta dar corpo ao impossível texto de “Salomé” que ela escrevera.

Uma das grandes cenas do filme nascem de um desses encontros de Norma consigo mesma. Depois de se deleitar com seu rosto tomado em primeiro plano – “ela parecia uma fã”, diz a personagem de Holden -, a atriz ressalta quanto os filmes silenciosos são superiores aos falados: Ainda parece maravilhoso. E sem diálogos. Nós não precisávamos de diálogos, nós tínhamos rostos. Não há mais rostos como esse. Talvez um: Garbo.. Argumentos desse teor foram deveras repetidos até no começo dos anos 30 – quando se formaram hostes bem marcadas contra e a favor do cinema falado.
Retomada no começo dos anos 50, a assertiva da atriz soa anacrônica. Tanto, aliás, quanto sua remissão a Garbo, que se ausentara das telas desde 1941. A ironia final repousa no filme escolhido para deleitar a estrela decadente: não outro que "Queen Kelly", que, na vida real, fomentara a decadência de Gloria Swanson.
Outra cena igualmente notável é aquela em que Norma Desmond e Joe Gillis se conhecem. Você é Norma Desmond. Você fazia filmes silenciosos. Você era grande., diz ele, e ela com altivez lhe responde: Eu sou grande. Os filmes é que ficaram pequenos. Em ambos os momentos a câmera lhe toma em severos planos americanos que lhe dão a aparência de monumento – glosando o modo como a personagem se via.
Cenas como essas poderiam, em mãos pouco hábeis, soar farsescas ou ofensivas. Gloria Swanson afasta o perigo, vestindo com ousadia sua personagem de uma sublime bizarrice. Aqueles que se lançaram em discussões sobre o teor lesivo da obra de Wilder – Greta Garbo e Cecil B. De Mille cortaram relações com ele depois de verem o resultado final da empreitada – se esqueceram de atentar para o tour de force que a atriz executou. Ao invés de compor uma sátira de si mesmo – como supuseram alguns – Swanson deu corpo à sua personagem mais complexa, a uma das personagens mais complexas do cinema de estúdio e, o principal, rompeu com as regras vigentes na indústria ao desempenhar um papel completamente avesso àqueles aos quais estava acostumada. Norma Desmond foi seu primeiro passo para romper com as amarras de Hollywood, e o decisivo para ela se aventurar em paragens estrangeiras: recomendo aos curiosos o insólito “Mio figlio Nerone” (1956), em que ela, divertidíssima como a mãe de Nero, atua ao lado de Brigitte Bardot, uma das amantes do imperador louco.

Agrippina (Gloria) e Nero (Alberto Sordi)

Infelizmente tivemos poucas chances de desfrutar da afiada veia cômica da atriz. Perguntada por Brownlow (aproximadamente em meados de 1960) sobre quanto de “Crepúsculo dos Deuses” se aproximava de sua história, Gloria responde - segundo ele, adotando a prosódia de Norma Desmond:

All of it, dear. I really am the greatest star of them all. But I hide away from people. I live in the past. And if you take a quick look in the bathroom, you’ll find a body floating face downward right now. (The parade’s gone by, 1968).

Nós só saímos perdendo com o fato de a indústria cinematográfica ter reconhecido o valor do filme tão tardiamente. Indicado para todos os Oscars principais, o filme levou para casa o prêmio de Melhor Direção de Arte e Melhor Música. Wilder ainda dividiu com os roteiristas de "A Malvada" a estatueta de Melhor Roteiro (escrito em parceria com Charles Brackett e D.M. Marshman Jr.). "A Malvada" foi, aliás, o grande vencedor da noite. Sem dúvida o longa de Mankiewicz é um ótimo filme. Aliás, curiosamente os temas de ambos os filmes se aproximam. Neste tematiza-se os bastidores do mundo teatral. A grande diferença é que nele o vilão está bem marcado, o que concentra a crítica numa personagem específica ao invés de transferi-la para as bases da indústria do espetáculo, como faz "Crepúsculo dos Deuses". Tivesse o filme e Gloria Swanson sido premiados e talvez teríamos um desdobramento muito diferente na história da sétima arte. Especialmente se Gloria tivesse seu trabalho na película reconhecido, desfrutaríamos com mais frequência de seu talento.

38 comentários:

Camila Henriques disse...

Usei esse filme para falar sobre a transição do cinema mudo para o falado (e as marcas que essa mudança deixou em suas estrelas) em um trabalho da faculdade. Acho genial a maneira como Wilder brinca com a vida real e ficção, ao escalar Gloria Swanson (isso sem falar na ponta de Buster Keaton) ;)
Ah, e a cena que eu usei no trabalho foi justamente a que ela assiste a seu próprio filme e diz que não precisavam de falas porque tinham rostos.

Bejinhos, Dani!

disse...

Parabéns pelo texto, Dani! Sempre tive curiosidade de ver Crepúsculo dos Deuses e, depois de assisti-lo, fiquei maravilhada! Ainda é um dos meus favoritos e, sem dúvida, o melhor filme metalinguístico de todos. Detalhes perfeitos, grandes atuações e diálogos...
Beijos, Lê.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Uma revisão contundente de um dos grandes clássicos de Hollywood. Só errou ao afirmar que William Holden "via esmorecer seus anos dourados de galã". Muito pelo contrário. Mesmo atuando desde 1939, só fazia filmes de baixo orçamento e após SUNSET BOULEVARD tornou-se uma estrela, com inúmeros papéis de galã. O curioso é que Montgomery Clift e Pola Negri foram convidados - e recusaram! - por Billy Wilder para os papéis protagonistas.
Beijos!


O Falcão Maltês

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Queridos, muito agradecida pela leitura de vocês! Lê, obrigada pelos parabéns!

Camila, queria ler seu trabalho. Você o mandaria pra mim? O filme dá muito pano pra manga. Eu queria me deter mais nessa questão da transição do cinema mudo para o falado, mas isso encompridaria demais o texto. Deixo o assunto para quando escrever sobre "Cantando na chuva".

Lê, também acho esse filme perfeito nos mínimos detalhes; é um dos meus filmes preferidos. Com certeza é o que pinta com maior densidade crítica os bastidores do cinema de Hollywood.

Antonio, na verdade, William Holden começou a fazer esses filmes de baixo orçamento depois de emplacar o sucesso "Conflito de duas almas" ("The Golden Boy", 1939, de Rouben Mamoulian e com Barbara Stanwick), a tal obra da fase de galã dele à qual mencionei. Depois disso, sua carreira foi pouco a pouco perdendo o brilho, até que ele foi convidado por Wilder para "Crepúsculo..." - dá uma olhadinha no making of do filme que está no DVD dele lançado pela Paramount que isso é explicado em mais detalhes.
Fico feliz por Monty e Pola Negri terem desistido do filme - também Mary Pickford foi convidada e recusou. O filme seria uma coisa bem diversa caso eles tomassem parte.

Bjs e até logo
Dani

Faroeste disse...

Daniele: primeiro te parabenizo e agradeço por me fazer vir a saber tanto sobre Swanson. Belo trabalho este vosso.
Quando vi Crepusculo dos Deuses, lá pelo final da decada de 50, eu nada sabia de tudo isso. E, conforme falaste, meu desconhecimento do real em nada alterou o sabor desta bela fita.
Wilde tem a mania de fazer dramas amargos e crus, como, por ex., o dolorido e amargo Farrapo Humano e esta joia ainda mais angustiante da realidade humana, intitulada Crepusculo dos Deuses.
Ainda conforme disseste, o diretor parecia conhecer a realidade de cada linha do que roteirizava e assim transferir para o conhecimento de seus de nós, cinéfilos, quase que o dia a dia daquele mundo cheio de glamour e, ao mesmo tempo, cruel e impiedoso.
jurandir_lima@bol.com.br

Edison Eduardo d:-) disse...

Oi, Dani!!! Ouvi falar no Cecil B. de Mille numa das peças do grande autor brasileiro Nelson Rodrigues... "Bonitinha mas Ordinária" suponho...

Lembro que, na ocasião, ao fazer uma pequena pesquisa (nos primórdios do que hj é o Google) alguma coisa apareceu da Gloria Swanson... Confesso não ter me aprofundado na pesquisa e, realmente, não conhecia o seu trabalho...

Mas, agora tem vc!!!! E deu a maior vontade de ver o documentário "Hollywood..." que vc indicou...

Como é bonita e interessante a foto de "Stage Struck" de 1925!!!! Fiquei um tempão admirando ela...

Um grandioso bjo pra vc, minha querida...

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Olá, Jurandir!

Gostei muito de ler seu depoimento sobre a primeira vez em que viu o filme. Quando o vi da primeira vez também não conhecia o contexto e, mesmo assim, fiquei muito envolvida com a história. Esse é um daqueles filmes que infelizmente não se fazem mais. Embora seja de uma densidade incrível, é feito clareza e simplicidade. Hoje em dia o grosso dos filmes que se querem grandes são de uma pretensão infernal e, quando a gente cutuca, não encontra nenhum recheio debaixo do chantilly...

Fiquei muito feliz com sua visita. Volte mais vezes!

Abraços
Danielle

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oie, Edison.

Sabe que nunca li essa peça do Nelson Rodrigues?!

Gloria Swanson ficou para a história do cinema sobretudo pela Norma Desmond, porém, teve uma carreira de impressionante sucesso desde mais ou menos 1918. Ao ver "Crepúsculo dos deuses" pela primeira vez anos atrás, a atriz me impressionou tanto que dei um mergulho compulsivo em sua obra. Vi tudo o que consegui encontrar...

"Stage Struck" não é dos melhores filmes. É uma comédia não muito inspirada, algo distante das comédias puxadas para o drama que ela fazia. A cena em questão é a mais interessante - e me interessou sobretudo porque, na época em que a vi, estava em busca das atrizes que interpretaram Salomés no cinema.

Além dos filmes do Cecil B. De Mille em que ela trabalhou (que são datados, mas mesmo assim interessantes), recomendo especialmente "Queen Kelly". Stroheim era um diretor perfeccionista e megalômano. Ele queria fazer um filme de 4 horas, mas o dinheiro acabou na metade. Aliás, foi lançado recentemente o pedaço terminado do filme; fotografias e intertítulos da história não filmada foram costurados pelos restauradores, para dar uma ideia de como ela teria sido. Vendo-o temos aquela sensação amarga de que perdemos o que seria um grande filme.

E recomendo sobretudo "Crepúsculo dos Deuses". É uma das maravilhas da sétima arte. E depois de o vir, conte aqui o que você achou dele!!

Bjs
Dani

Faroeste disse...

Caro Edison;
Sou, como o amigo, um viajante do bom blog da Danielle. Também, como o amigo, nunca me liguei muito no passado da Swanson. Tudo o que sei dela veio do magnifico e bem redigido texto da nossa Danielle.
Porém, quanto a DeMille eu sei alguma coisa. Ele era o grandão da Paramnot, uma espécie de manda na Empresa. Ali ele fazia o que queria sem pedir permissões. Era ele também o mestre diretor de grandes épicos biblicos, como; Os dez mandamentos (em duas versões), Sansão e Dalila, Cleopatra, O Rei dos Reis, As Cruzadas, dentre alguns outros (todos antigos). Fez também incursões em faroestes, como; Aliança de Aço, Jornadas Heroicas e Legião de Herois, por exemplo. Mas, se o amigo desejar saber mais sobre o grande DeMille, chame-o no Google e se fartará.
Abraço - jurandir_lima@bol.com.br

Faroeste disse...

Danielle;

O prazer de visitar um blog tão bem elaborado, e ainda mais falando do que eu gosto, é todo meu.
Quanto a filmes atuais, só fazem algo que preste se for refilmagem de antigos classicos. Ainda assim, tem que ter uma boa mão na direção, senão...
Olha, nova amiga: gostaria que falasse, como fez sobre a Swanson, da belissima atriz de "Mulher, a Quanto Obrigas" e "Raquel e o Estranho", por exemplo. Falo da lindissima Loretta Young e ainda da ruiva linda de matar, Rhonda Fleming. Mas...sem pressa. Saberei esperar.
Como sou um andarilho novo em sua leitura, não sei se já falou sobre ela/s. Se sim, me indicar onde achar.
Te abraço/jurandir_lima@bol.com.br

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Jurandir!

Você é muito amável. Obrigada pelas palavras!
Prometo fazer um post sobre elas em sua homenagem. Mas vai demorar um pouquinho, porque tudo o que conheço de Rhonda Fleming é sua participação em "Spellbound" (que parece ter sido sua estreia no cinema). De Loretta Young vi pouquíssimas coisas. Lembro-me bem do "Nascida para ser má", um filme com Cary Grant dos tempos em que ela era bastante famosa, começo dos anos 30 (tanto que ela é creditada antes e Grant).
Vou começar vendo os dois que você indicou!

Bjs e até logo
Dani

PS: Edison, Jurandir, deem uma passada pelo meu post sobre a parceria Gloria e De Mille em que comento um pouco desses filmes de fim dos anos 10 e começo do 20.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, gostaria de publicar um texto seu no meu blog. Que tal? Pretendo publicar em livro - no próximo ano - os textos de escritores/blogueiros convidados.
Beijos

O Falcão Maltês

Faroeste disse...

Bom dia, Danuelle;

Como não ser amável e gentil para quem nos é tão ateniosa? Afinal, nesta vida, cara Danielle, quem ama se sentir pouco válido? Então, se alguém nos dá a atenção como a que dispensas aos seus seguidores, como não por retribuição nisso?
Fica valendo então o prometido sobre a morena e a ruiva.
Como observei, sem pressa. Conclua o que vem na frente de sua agenda e depois então...
Bjos/jurandir_lima@bol.com.,br

As Tertulías disse...

Dani minha querida amuiiga, este é um dos meus filmes prediletos... abrindo este teu post sá me tres coisas à mente: primeiro "I AM big. It's the pictures that got small", segundo: a sequemcia original de abertura do filme (que foi cortada por causar risadas!) em vez de no início o filme ser narrado por Holden, ele era mostrado no necrotério e se levantava para contar ao público sua estória... :-)) terceiro: o fato de depois da premiére Mary Pickford ter estado tao emocionada que nem pode falar com Gloria e de Barbara Stanwick ter-se ajoelhado em frente desta para beijar a barra de sua saia... sim, pelo menos pela classe artísitica Gloroa foi reconhecida neste GRANDE desempenho... voce leu "Swanson on Swanson", sua autobiografia????? interesantíssima!!!!! Amei esta tua lembranca! Beijos
Ricardo

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, meninos!

Antonio, vai ser uma honra publicar um texto em seu blog e no livro que você está organizando. Você queria que eu lhe escrevesse um post especial ou um dos que já escrevi te interessam de modo especial? Neste caso, só preciso revisá-lo e ele é seu!

Jurandir, você é que é muito gentil! Uma curiosidade: a primeira vez em que vi Rhonda Fleming foi no álbum "Os astros da tela" de 1958, herança da minha avó. A foto de lá com certeza vai estar no post!

Ricardo, querido, não conhecia a história de Mary e Barbara Stanwick (outras duas atrizes às quais tiro o chapéu). E com certeza (mas certeza mesmo) vou procurar a autobiografia de Gloria (que eu também desconhecia).
Imagine se o filme abrisse que a sequência inicial original? Ficaria com cara de CSI (viraria entretenimento leve ao invés de drama crítico). Abençoada pré-estreia, hein...

Bjs, amigos, e até logo.
Dani

As Tertulías disse...

Ooops, desculpe-me pelos (tantos) erros ortográficos... Estou na Alemanha e odeio Lap-Tops...

As Tertulías disse...

Para Dani e Jurandir: minha mae estava nos anos 50 na cidade, mais precisamente em frente ao palácio do Monroe, na Cinelandia quando viu uma multidao... lá estavam Rossano Brazzi e Rhonda Fleming trabalhando numa cena de um filme (nao sei qual). Até hoje ela lembra-se vívidamente da cor dos cabelos de Miss Fleming...

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Ricardo!

Que máximo isso! Não tinha ideia que Hollywood mandava seus artistas para locações estrangeiras.

E não se preocupe com os probleminhas de ortografia - seu texto está plenamente legível. A propósito, você recebeu minha mensagem sobre o livro "Swanson on Swanson". Aos interessados na obra, recomendo uma visita à Amazon.com. Comprei um exemplar usado, de capa dura, por 64 centavos de dólar. Mesmo que o frete não seja muito barato, vale mais que a pena.

Bjinhos, Ricardo!
Dani

Faroeste disse...

Olá Danielle,

Informe para vossa amiga, que deseja saber que filme estavam fazendo Rhonda Fleming e Rossano Brazzi no Rio de Janeiro o seg.;
Deve ter sido o filme Pão de Açucar. Filmaram em Jacarezinho e deve ter tido outras tomadas em diversos lugares no Rio. Porém, fale para ela que não foi na década de 50 e sim em 62, pois o filme Pão de Açucar é de 63/64.
Foi uma verdadeira festa no Rio, mais propriamente em Jacarezinho. Ela, Rhonda, lindissima, e Brazzi um ator no seu apogeu, também uma pessoa de simpatia incontestável. Daí todo o rebuliço, e onde e mãe da jovem deve ter presenciado o casal.
Te abraço e agradeço pelo transporte da informação, já que não sei o que é As Tertulias. Se desejar me fazer ficar sabendo, vou ficar grato a ti e apertar vossa mão amiga e querida.
jurandir_lima@bol.com.br

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oie, Jurandir.

"Tertúlias" é o Ricardo, carioca que mora na Áustria. O blog dele é mais que recomendado: http://tertulhas.blogspot.com/

Gostei muito da sua contextualização da rodagem do filme. Realmente deve ter sido um acontecimento na cidade. Brazzi nos anos 60 está um charme só: gosto dele no "Candelabro Italiano", filme que adoro desde que eu era uma menininha...

Bjs
Dani

Daniele Moura disse...

Dani,
a sua análise de Crepúsculo dos Deuses é de arrepiar. Seu texto é formidável, riquíssimo em informações, que parecem não ter fim. Sempre que passo por aqui, meu conhecimento aumenta, pois a sua veia de pesquisadora aflora de maneira bela e verdadeira.
Parabéns mais uma vez!
Um abraço
Daniele
www.telaprateada.blogspot.com

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Oi, Dani!

Você é muito gentil! Fico feliz que tenha lido o texto e gostado dele. Fazia tanto tempo que eu queria falar desse filme - desde pelo menos quando escrevi o post sobre os filmes de Swanson & De Mille. Ele foi uma de minhas primeiras entradas no cinema clássico, daí a sua relevância pra mim.

Bjs e obrigada por passar por aqui.
Dani

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Dani, venha recordar seus "vilões favoritos"!
Beijos

O Falcão Maltês

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Pode deixar, Antonio!

Bjs
Dani

Daniele Moura disse...

Imagina,
de Dani pra Dani: é só a verdade. Você arrebenta mesmo!
Esse é um dos filmes que eu mais gosto. Grande filme. Bom saber que este filme foi uma inspiração para você ingressar no cinema clássico.
Um abraço
Dani
www.telaprateada.blogspot.com

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Oi, amiga, acabo de publicar o seu post "Gloria Swanson & Cecil B. DeMille"
Obrigado
BEIJOS


O Falcão Maltês

Nina Almeida disse...

Danni, tudo bem? estou sempre aqui no seu tesouro: entre no meu Blog e dê sua opinião, um comentario...Mudei tudo, acho que esta melhor, deletei muitas coisas e foi junto todos os comentarios que tinha, ainda estou trabalhando nele, agora estou pedindo aos poucos seguidores que tenho pra postar novos comentarios. Aguardo querida - bjs

Danielle Crepaldi Carvalho disse...

Nina, querida, obrigada pelo seu comentário! Com certeza logo mais passarei pelo seu blog e ver como ficou seu novo layout! Obrigada pela visita e pelas palavras carinhosas!

Antonio, muito obrigada por postar o texto em seu blog. Ele não deve ter sido muito lido por aqui. Conto contigo para que a parceria Gloria & DeMille seja mais conhecida!

Bjs
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Oi, Dani.... Voltei aqui por causa da citação da Gloria por vc... Eu já tinha falado nesse poste e tal... Sabia que havia comentado há pouco sobre ela... Só Regina mesmo... Ehehehe!

Caramba, vc não tem "Crepúsculo..." em DVD, fiquei afinzão de acompanhar tudo...? A peça do Nelson Rodrigues que fala no Cecil B. DeMille virou filme tb!!! Não tem nada a ver com os filmes dele, é apenas uma citação...

Foi bom ter voltado pois naõ tinha visto o recadinho que o Jurandir deixou para mim dois comments abaixo do meu... Bjo!!!!

Danielle Carvalho disse...

Oi, Edison!

Tenho, sim, "Crepúsculo dos Deuses". Vou gravá-lo para ti e empacotá-lo junto ao filme da Judy e à hemeroteca da Regina. Mando pra você na outra semana sem falta.
Depois quero saber o que você achou do filme (embora tenha certeza de que você vai adorá-lo!).

Bjs
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Ah, Dani, vou adorar!!!
Mas, por favor, não mande se for muito incômodo...
Preciso mandar algo pra ti tb!!!
Os DVDs q a Marcia ficou de te mandar??? Eu te mando quando chegarem aqui os meus enviados por vc...
Bjo!

Danielle Carvalho disse...

Incômodo nenhum, Edison. Já está gravado!

Bjs
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Ah, Dani... Vc sabia que eu ia GOSTAR do filme... Não vou nem tecer muitos comentários...

O mais bacana de tudo é o fato de realmente alguns personagens se encaixarem, como uma luva, na vida dos atores que os interpretaram, levando-se - óbvio - a devida consideração de que se trata de um filme... Isso tudo sem os 'extras' do DVD talvez passaria desapercebido, o que é uma pena... Relendo sus resenha, se eu tivesse apenas assistido ao filme, aí, sim, ficaria sabendo... Daí a importância delas (suas resenhas)!!!

A Gloria Swanson está ÓTIMA!!!! Dá vontade de ver mais das loucuras daquela pobre e infeliz atriz decadente e que ainda acha que está no topo... Legal saber que ela, segura de seu trabalho, tinha total consciência de seu exagero como Norma Desmond... Isso me faz voltar na Regina (aliás, por causa disso que voltei aqui outra vez) que no fim das contas do ASTRO declarou ter a mesma consciência... Então, a cena final teria sido mesmo uma belíssima homenagem ao cinema, ao "Sunset", ainda mais, à GLORIA SWANSON!!!! Uma das pouquíssimas coisas boas da série da tv essa homenagem...

Fico pensando: Será que a Regina tb percebeu isso??? Não sei se por conhecê-la de alguns momentos aquele exagero todo da Clô sempre me soava meio, meio... não queria usar a expressão "FALSO demais" mas eu acho que é essa mesmo a expressão... mas, eu sou um fã incondicional dela e, agora, depois que assisti ao "Sunset" (não consigo usar o nome do filme em português), tenha entendi o pq daquele chororô todo, daqueles cabelões e maquiagens além do normal...

É isso, espero não ter divagado muito, que tenha me feito entender, no mais, mais uma vez, FELIZ NATAL pra ti!!!! Bjão!

Danielle Carvalho disse...

Oi, Edison.

Tinha certeza de que você iria gostar do filme! O melhor dos extras de DVDs é que eles nos fazem mergulhar mais profundamente nas obras. Foi por meio deles, primeiro, que fiquei encantada com os bastidores da produção. Fui tão arrebatada pela Gloria que saí em busca de todos os filmes dela. Ela está perfeita como a atriz enlouquecida pelas vicissitudes da indústria do cinema: o esquecimento do público, a megalomania do ex-marido, a falta de chances de atuar, o abuso de aproveitadores. É uma personagem humana, completa, muito crível.

Quando à Regina e ao final de "O Astro", suponho, sim, que ela tinha noção clara do modo como desenhava a personagem e também que os autores sabiam bem o que eles estavam homenageando. A cena final é uma das que entram para os anais das boas cenas da TV porque equilibra homenagem com originalidade: a frase final do filme foi refeita para caber na história, e aquele olhar da Regina depois que ela mata o Salomão é de gelar a espinha.

Acontece que os autores do Astro não são o Billy Wilder, e o público que eles entretem não é o público dos anos 50, acostumado a filmes bons. O roteiro de "Sunset Boulevard" é genial de cabo a rabo. Norma Desmond só diz e faz coisas antológicas. O roteiro de O Astro é aquilo que nós já discutimos no post sobre ele: algumas cenas muito boas num mar de xaropada. Faltou consistência na escrita da personagem de Clô e das demais personagens; o enredo não convergia para lugar nenhum - muitas cenas soltas, personagens/cenas/falas facilmente esquecíveis de tão banais. Nem bons atores conseguem dar jeito em alguns problemas. Essa impressão que você relata ter sentido provavelmente vem daí.

Bjs e gracias por deixar sua opinião sobre o filme! Vou gravar pra você o famigerado Queen Kelly, o tal filme mudo que levou Swanson à falência.
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Que é o tal filme que ela asssite no telão ao lado do Joe Gillis e que foi dirigido pelo mordomo, não é isso? Ah, eu quero muito ver...

Vc sabe que eu dei uma pesquisada tb nas coisas dela e vi no youtube um trailler de um filme (que foi o último dela) que eu via quando era criança e adorava pq é um filme catástrofe (Airport 75), mas eu não sabia, obviamente, quem era... Agora sei, legal mesmo!

Não precisa mandar o filme, em janeiro eu pego aí... Bjos!

Danielle Carvalho disse...

Oi, Edison!

É esse mesmo o filme. O máximo da ironia por parte de Wilder, não?
Sabe que nunca vi o Aeroporto 75?

Bjs
Dani

Edison Eduardo d:-) disse...

Ahahaha, sério? Desses filmes de tragédia em avião é um dos melhores... Lógico que rola umas mentirinhas mas é bem legal! Passava muito na 'Sessão da Tarde' uma época aí... Depois teve aeroporto 77, Concorde e o Turbulência que foi o último em aviões... Todos muito parecidos mas a tragédia (ou a real possibilidade dela acontecer) é semrpe a protagonista... Situações parecidas (vc vê um, vê todos), alguns personagens que voltam à cena como controladores de voo e tal...

Danielle Carvalho disse...

Oi, Edison!

Tô vendo que preciso juntar a família pra vermos esse filme-catástrofe acompanhado por pipoca :D

Bjs
Dani